quarta-feira, 18 de março de 2009

FIM DA HISTÓRIA

FIM DA HISTÓRIA:

Mais uma surpresa para a temporada de 2009. A quinze dias do inicio da temporada, a FIA aprova a mudança na pontuação do campeonato. Agora, valem as vitórias e não os pontos. Não teremos as medalhas pretendidas pela "turma" do Bernie Ecclestone, porém, estabeleceram uma verdadeira "bagunça" com os dados históricos da categoria. Pouco me importa saber que 12 das 59 temporadas passadas, o campeão teve menos vitórias que o vice. Pouco me importa saber que Felipe Massa poderia ter sido o campeão, em 2008, mesmo tendo vencido o GP Bélgica, da forma que venceu. Importa-me o fato de que o campeonato de 2009 modifica a história da categoria. Prejudica os números, as estatísticas, a forma que usávamos como meio de comparação entre os pilotos e os registros históricos da F1.
Foi uma imposição absurda da FIA, algo arquitetado esdruxulamente por Ecclestone. Podemos até ter um final de temporada emocionante com mais de dois pilotos disputando o título, na última corrida, na última curva. Mas, poderemos ter muitos eliminados na disputa logo nas primeiras corridas. Basta que ajam quebras e que os companheiros de equipe tenham bons resultados. Acho que o jogo de equipe pode correr frouxo em 2009, com este novo regulamento. Além de aumentar o risco.
Sinceramente, não gostei da regra. Contraria todos os princípios de uma disputa que sempre foi historicamente uma competição de pontos, de regularidade, de estratégia. Se o objetivo é valorizar as vitórias, então que se estabeleça um aumento significativo de pontos para que obtê-la. Tipo: 15, 10, 7, 5, 4, 3, 2 e 1.
Em plena preocupação com a crise que abalou as estruturas da categoria, os dirigentes (leia-se Bernie Ecclestone) preocupasse em mudar a regra mais básica do automobilismo, que é o critério de pontuação, sinceramente, é o fim da história.

ABAIXO-ASSINADO:

A coisa mais incrível é a rebelião dos especialistas da F1. Aquelas pessoas que acompanham automobilismo, que entendem do assunto corridas, estão unanimemente indignadas. Prepuseram um abaixo-assinado contra a decisão da FIA. Uma petição em inglês dirigida ao Presidente Max Mosley pedindo o fim do critério. O endereço para os indignados. Já assinei!!! http://www.thepetitionsite.com/1/cancel-the-fia-approved-wdc-selection-criteria-for-f1-world-championship-2009

PALPITE:

Tem gente que não milita e não acompanha automobilismo que está dando palpite. Acham que a F1 é igual aos diversos campeonatinhos de final de semana, cujo regulamento se acerta na beira de campo. A F1 é principal categoria do automobilismo mundial. Infelizmente, ali, as equipes não têm a força de modificarem as imposições esdrúxulas dos dirigentes.

BRAWN:

Enquanto a Brawn domina os testes, os dirigentes abafam o fato, criando este sistema esdrúxulo de determinar o campeão da F1. A Brawn, em minha opinião, está fora do regulamento. Não posso crer que – em tão pouco tempo – um projeto que previsto para o motor Honda, tenha recebido o Mercedes tão perfeitamente. Vejam que o tamanho dos motores é diferente, a distribuição de peso, as questões aerodinâmicas de cada um. Portanto, diferente do que pensa a maioria, acho que a Brawn tenta chamar a atenção para obter um grande patrocinador e fazer a temporada. Dou o meu braço a torcer se as coisas forem realmente mágicas do Ross e sua turma.
URUGUAIANA, 17 DE MARÇO DE 2009.

VOLTANDO

VOLTANDO:

Volto, com imenso prazer, semanalmente ocupar este espaço. Para passar a vocês a minha opinião – mesmo a distância – daquilo que é notícia no automobilismo mundial, em especial, na F1, categoria principal e mais badalada do planeta.
Venho de um recesso (“férias”) de dois meses, onde o assunto predominante foi à crise mundial que afetou, abalou, preocupou a principal categoria do automobilismo mundial.
Agora, com a proximidade da abertura da temporada, novos assuntos surgem e retomo o meu lugar.

SURPRESA:

A grande surpresa deste início de 2009, é Rubens Barrichello. O brasileiro parecia definitivamente fora da categoria, aposentado, sem chances após o fim da Honda. Mas, quis o destino que nenhum empresário e/ou montadora se interessasse pelo espólio da Honda e, no final, quase no “apagar das luzes” foi adquirido por um grupo de remanescentes da própria equipe, liderados por Ross Brawn, engenheiro, que trabalhou sete anos com Barrichello (seis na Ferrari e um na própria Honda). Entre as opções do mercado e o fato da BRAWN GP ser novíssima, cabia ao seu “novo” proprietário investir em alguém experiente. Nada melhor do que confiar no seu velho amigo de todas as horas. Brawn recorreu, portanto, aos serviços de Barrichello. Escolheu o brasileiro pelo próprio momento delicado da equipe não ter realizado qualquer teste até então. Não poderia ele (Brawn) começar um projeto apostando em alguém sem experiência para desenvolver o carro. Mesmo que – com isto – tenha aberto mão de alguns dólares oferecidos pela vaga.

FUTURO:

Ross Brawn trabalhou todo o ano passado no projeto do Honda que virou Brawn. Ao assumir a equipe, levar a ela o seu nome e reputação, não quis apostar em novos nomes e nem vender a vaga. Preferiu investir no futuro. Pensou a equipe como um grande projeto permanente.


TESTES:

Nos primeiros testes realizados pela BRAWN GP, em Barcelona, os resultados chamaram a atenção. Ocupou sempre as primeiras posições e causou mais uma grande surpresa deste início de temporada. Mas, tem aquela história de que – nos testes – os carros andam com alguns segredos, que não podem ser usados no campeonato.

EQUILIBRIO:

Pelo grupo de testes realizados a partir de novembro, pode se afirmar que haverá equilíbrio nas primeiras corridas do ano. Muitas delas andaram bem: BMW, Red Bull, McLaren, Toyotta e Ferrari (esta última um pouco superior as demais). Aguarda-se com expectativa a abertura da temporada no dia 29 de março.

URUGUAIANA, 11 DE MARÇO DE 2009.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E UM EXCELENTE 2009 PARA TODOS !!







Um "VEZINHO" da vitória para todos em 2009.



FÉRIAS:

Pessoal!

Escrevi muito em 2008. Cinqüenta (50) colunas, tentando trazer aos leitores minha opinião sobre tudo aquilo que ocorreu na temporada do automobilismo, partindo de um ponto de imagem localizado aqui na nossa longínqua Uruguaiana.
Geralmente, paro de escrever – nesta época – pois os assuntos são poucos e as possibilidades de se escrever “besteiras” são um grande risco. Porém, me obriguei a invadir o dezembro, por força da crise financeira que balançou o planeta e, também, o automobilismo.
Agora, paro! Paro, para recarregar as “baterias”, encher o “tanque” de novas inspirações, para fazer o meu pit stop, ao lado da minha família; preparar–me para – em 2009 - continuar tentando decifrar, mesmo a distância, os segredos do automobilismo.
Volto em fevereiro de 2009, com as colunas.

Desejo um Feliz Natal. Um excelente 2009.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

FALTA DE COMPROMETIMENTO


COMPROMETIMENTO:

Há um grande risco da F1 em seguir incentivando a participação das grandes montadoras. Assim como elas chegam, saem! Não tem qualquer comprometimento com a categoria. Se o negócio está bom, tudo com elas. Mas, a qualquer adversidade, fim da história.



DEBANDADA:

Outras categorias do automobilismo mundial estão enfrentando sérios problemas com a debandada. No rali, anunciada a retirada da Suzuki e da Subaru. Quase inviabiliza a manutenção da categoria. Mundial de marcas, também, se assusta com a possibilidade de ficar sem carros e, principalmente, sem os patrocinadores.





Na foto: o carro da SUBARU, que deixa os RALIs, após a CRISE.



PATROCINADORES:

Veja-se que a situação é delicada, pois não afeta somente as montadoras de veículos do planeta. Afeta aqueles que financiam, através de patrocínio, os investimentos das equipes nas mais diversas modalidades do automobilismo e do esporte. Veja-se que uma grande equipe da F1 é patrocinada por uma instituição financeira que – conforme foi anunciado na grande imprensa – estaria fechando agências e demitindo funcionários no Reino Unido.


SOLUÇÃO:

As “autoridades” da F1 pretendem “convidar” algumas equipes a terem TRÊS (03) carros, em 2009, para compor o GRID. Os carros extras não marcariam pontos no mundial de construtores.
URUGUAIANA, 17 DE DEZEMBRO DE 2008.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

OS GARAGISTAS









Foto da LOTUS de Colin Chapman, um dos maiores GARAGISTAS da F1, pilotada por Emerson Fittipaldi, em 1971.







OS GARAGISTAS:

A política NEO “quebrou” o sistema financeiro mundial. Eles que pregaram a privatização de tudo que era do Estado, agora, por pura ironia do destino, recorrem ao próprio Estado, como tábua de salvação para a bancarrota. Por uma incrível coincidência, as coisas são semelhantes na F1, na categoria principal do automobilismo mundial.Os dirigentes da F1 badalaram as grandes montadoras; criaram várias regras de acesso à categoria, até uma taxa de adesão na ordem de 40 milhões de dólares. Praticamente, eliminaram as equipes pequenas, que fizeram a história da categoria.Festejaram e privilegiaram a chegada da Honda, Toyotta, Renault, Mercedes e BMW. Acharam que a paz estava selada para sempre e que todos seriam felizes com seus motorhomes, suas festanças (até orgias, como foi pego o Presidente Max Mosley, certa vez).Não é que agora, assustados com o pouco comprometimento das grandes montadoras e com a possibilidade real de deserção, eles – os festeiros – apuram-se a correr atrás de “novos” parceiros. Criam a regra do “motorzinho básico baratinho” e recorrem a quem? Aos velhos garagistas abandonados. Aqueles que faziam seus carros de forma quase artesanal, na garagem de casa, mas que marcaram e criaram a história da categoria.Assim como, os banqueiros, as seguradoras, as montadoras, recorreram ao “velho” Estado; na F1, os dirigentes tentam salvar a categoria, recorrendo aos maltratados garageiros, que desde a década de 50 até a entrada das “grandes” montadoras, mantiveram a F1.
Há um grande risco da F1 em seguir incentivando a participação das grandes montadoras. Assim como elas chegam, saem! Não tem qualquer comprometimento com a categoria. Se o negócio está bom, tudo com elas. Mas, a qualquer adversidade, fim da história.

Uruguaiana, 11 de dezembro de 2008.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ROLETA-RUSSA




ROLETA-RUSSA:

Cada vez mais nos assustamos com a dimensão da crise econômica mundial. Seus reflexos, suas conseqüências ainda estamos longo de saber. Ficou a lição de que não há como sobreviver com a ciranda financeira e a roleta-russa que se estabeleceu no mercado econômico mundial e afetou tudo.
Uma das pioneiras da bancarrota foi um banco que tinha ações na F1. Depois, insinuam-se problemas com a GM americana (não está na F1) e, agora, caiu como uma bomba a desistência da Honda, em continuar participando do campeonato mundial de F1, já em 2009.
Claro que a Honda não quebrou na bolsa de valores, porém, deve destinar os investimentos que fazia (e não era pouco) na F1, para recuperar um ou outro setor abalado pela crise. A F1 passou a ser prejuízo e supérfluo.
Fico pensando cá com meu travesseiro, sem nunca ter aplicada na bolsa: qual será o destino das outras equipes, as pequenas da F1?? Questiono-me. Talvez, nunca a categoria tenha enfrentado um problema tão gigantesco. Já que – além das próprias montadoras – existem sérias dificuldades com os patrocinadores, fortemente abalados pela crise.

NEO:

Na crise na F1 e no mundo, boa parte deve ser creditada ao incoerente sistema NEO. Eles pregam que o Estado não pode gerir nada além da saúde e segurança pública. Que bancos, petróleo, minas e até serviços essenciais entre outros tantos devem ser administrados pela iniciativa privada. Porém, quando “estourou” a crise, os “quebrados” correrão aos seus Governos para pedir socorro. Tudo com a ameaça de desemprego, recessão, falta de valores para investimentos. Para isto, o Estado serve... Quem sabe, a Honda – agora – se socorre do governo japonês...

QUAL O DESTINO? (01):

Quem ficou “a ver navios” foi a nossa Petrobrás. Tinha contrato com Honda para fornecimento de combustível em 2009. Agora, a “estatal” brasileira, vai ter que procurar outro caminho. E dizer que a Petrobrás abriu mão do contato que tinha com a “velha” Williams...


QUAL O DESTINO? (02):

Quem definitivamente ficou sem lugar foi Rubens Barrichello, agora só um milagre para seguir na categoria. Levou junto Bruno Senna, apesar do “sobrinho” dizer preparado pelo plano “B”: Force Índia ou Toro Roso. Luca de Grassi já estava sem destino mesmo, não perdeu nada com isto.

DEZOITO CARROS:

Grid diminui sensivelmente. Muda-se até a divisão de treinos. É o menor grid desde 1969. Fato altamente preocupante.

URUGUAIANA, 05 DE DEZEMBRO DE 2008.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

MEDALHAS









BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
Na foto com o Luciano Burti, em Tarumã, 21/11/2008.


MEDALHAS:

Nos últimos três anos, tivemos os campeonatos da F1 decididos na corrida final. Era tudo que a categoria mais precisava. Nos dois últimos anos, o suspense foi até depois da bandeirada final. A fórmula da disputa está aprovada, portanto. Acontece que – agora – o Sr. Bernie Ecclestone quer incutir nas equipes um novo sistema de pontuação, outorgando aos vencedores medalhas, usando critério olímpico. No final do ano teríamos como campeão não o piloto com mais pontos, mas aquele que tiver mais medalhas de ouro. Não disseram para o “capo” da F1, o velho ditado: “Não se mexe em time que está ganhando.”
A “idéia” está sendo recebida com fortes protestos, por parte dos dirigentes, principalmente, as pequenas, que ficariam alijadas de qualquer possibilidade de ostentar uma medalha olímpica. Principalmente, pelo fato de que as vitórias passariam a ser muito valorizadas e, portanto, aumentaria o investimento das grandes equipes.
Recado: Bernie! Esquece isto...

VITÓRIAS:

Se o objetivo é valorizar as vitórias, que seja alterada novamente a pontuação. Dando-se mais pontos para quem vence. Aliás, a regra de diminuir a diferença de pontos entre primeiro e segundo, foi instituída na categoria após o domínio gigantesco de Michael Schumacher, que – pelo sistema antigo – chegava à metade do campeonato como quase campeão. Portanto, existem várias maneiras de se valorizar as vitórias, sem que seja adotado o “quadro de medalhas”.

ALVOROÇO:

Aqui no Brasil, os alvoroçados torcedores do piloto da casa, acharam uma maravilha as medalhas e projetaram: se fosse neste ano (2008), Felipe Massa teria sido o campeão, afinal de contas teria no quadro de medalhas seis ouros, contra cinco de Lewis Hamilton. Tão longo surgiu o comentário, lembrei: o ouro a mais seria o da corrida da Bélgica e repetiria: injusto.

MOTOS:

Schumacher revela a sua paixão por andar próximo ao asfalto, ao se referir que pretende continua pilotando em campeonatos de motociclismo. Quer arrumar confusão na vida. Depois de escapar ileso de 16 temporadas na F1, chegando à casa dos 40 anos, o alemão deveria escolher uma “emoção” com menos risco. Mas, quem sou eu para recomendar...

DÚVIDA:

A Honda está em duvida sobre qual brasileiro vai usar em 2009. Talvez, por força do patrocínio da Petrobras, embora ambas (equipe e patrocinador) neguem que aja obrigatoriedade de uso de um brasileiro como piloto do carro japonês. Lucas di Grassi parece ter sido descartado. Restou a disputa em Rubens Barrichello e Bruno Senna. Acho que pela força do nome dá Senna.

URUGUAIANA, 03 DE DEZEMBRO DE 2008.