ADESÕES:
Vejam só!! Minhas reclamações contra os testes realizados em Barcelona tiveram adesões importantes. Barrichello foi o primeiro a aderir. Disse que somente uma alteração climática salva o GP da Espanha. Depois, veio Kubica reclamar da quantidade de testes realizados ali. Finalmente, Nelson Ângelo que disse não gostar da pista. É isto! Barcelona tem que ser substituída do calendário. Que fique somente como pista de testes da categoria. Mesmo assim, que seja usada pelos pilotos de testes. Tomara que eu me engane e que tenhamos um ótimo GP, domingo. Mas... Só acredito se houver séria alteração climática. Caso contrário, será um carrossel. De duas em duas equipes.
ATRAPALHAR:
Dizem as previsões meteorológicas que pode chover em Barcelona, no final de semana. Falam que a chuva pode atrapalhar o GP. Com todo o respeito, discordo: a chuva se vier (e tomara que venha) salvará a corrida.
EUROPÉIA:
O GP Espanha marca a abertura da temporada européia. Algumas expectativas para a prova: Ferrari se mantém claramente na ponta? McLaren reage? A BMW confirma como força ou terceira força? A Renault com carro quase novo vem para a briga? Depois de três semanas, a F1 certamente muda muito. São novos segredos, novas descobertas. Muita coisa a ser comprovada na pista.
DESISTINDO:
Quem parece ter jogado as fichas e desistido de lutar pelo título é o bicampeão: Fernando Alonso. Depois dos testes com a “nova” Renault, alertou a “torcida” espanhola que não tem chance na corrida de domingo.
APROVEITAR:
Por sua vez, quem tem que aproveitar com unhas e dentes o GP Espanha é o brasileiro Felipe Massa. Afinal de contas, vencendo a segunda no ano (repetindo a vitória do ano passado), descontará a desvantagem e colocará pressão em seu companheiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen. Portanto, seu resultado em Barcelona pode ser fundamental para o prosseguimento do campeonato e para a inclusão (ou exclusão) de seu nome dentre os favoritos ao título.
DIVERGÊNCIA:
Várias divergências surgiram em relação a quebra do recorde de participações em corridas da F1, pelo brasileiro Rubens Barrichello. Desde o início, manifestei que o certo seria comemorar na GP Turquia. Pois agora, chega a noticia de que a Honda está preparando a festa para o brasileiro, justamente na Turquia. Portanto, quem lê e acompanha o BANDEIRADA está bem informado.
URUGUAIANA, 23 DE ABRIL DE 2008.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
INCOMPREENSÍVEL
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
LEIA - BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM
ESCUTE A RÁDIO GRID: www.gridbrasil.com.br
INCOMPREENSÍVEL:
Continuo não entendendo certas atitudes dos dirigentes da F1. Entre elas, os testes coletivos marcados para esta semana e que serão realizados em Barcelona. Até aí, tudo normal, não fosse à proximidade do GP Espanha (27/04), que será realizado justamente na mesma pista dos testes. Ora, isto é prenuncio de extrema “chatice”, na próxima etapa do campeonato. Insisto: em pistas que fazem parte do calendário, deveriam ser proibidos os testes. Ainda mais, que fora do calendário da F1, a categoria tem diversas opções para os testes. Em Barcelona, circuito mais conhecido pela equipes, na história da F1, as provas são sempre sem emoção. Os pilotos andam tanto, conhecem tanto, Montmeló, que são capazes de guiar até de olhos fechados, desculpem o exagero. Mesmo que os testes desta semana tenham por objetivo os pneus slick, que serão usados a partir de 2009; ainda assim, é uma chance das equipes se familiarizarem com circuito, com novos setup para seus carros, o que – certamente – vai prejudicar a “emoção” no GP no fim de abril.
REPETITIVO:
Não quero me tornar um repetitivo. Mas... Não me entra na cabeça, a possibilidade de ter uma boa corrida, quando realizada em um circuito conhecido demais dos pilotos, engenheiros e equipes. Barcelona é o principal exemplo disto. Há muitos anos, pelo clima, as equipes treinam lá. A pior corrida do ano, SEMPRE é lá. Em contrapartida, a melhor prova da atual temporada, foi na Austrália, pista que só é aberta uma vez por ano. Exclusivamente, para a realização da corrida. Meu argumento é forte, portanto. Claro, que uma chuva acaba com a tese.
SACO CHEIO:
Imagino os pilotos de testes das principais equipes. Estes devem ter “pavor” de Montmeló. Já foram obrigados a rodar milhões de vezes neste circuito. Testando isto e aquilo...
SLICK:
Pelo menos, os testes em Barcelona revelaram que os novos slick são rapidíssimos. Realmente, grudam no chão. Prenuncio que a próxima temporada terá carros bem mais rápidos. Segue a dúvida em relação à questão das ultrapassagens.
ABERTURA:
Recebi o convite da VICAR (assessoria de imprensa) para a festa de lançamento da temporada de 2008 da Stock Car Brasil. Foi realizada no último final de semana. Quando tivemos, também, a abertura da temporada em Interlagos e a premiação dos melhores do ano passado. A Stock Car Brasil está em alta. Cobertura de todas as provas pela Globo. Um grande aparato. Até o regulamento está diferente e tem reabastecimento e rebaixamento. A primeira corrida, inclusive, revelou uma tática à moda Schumacher da equipe Medley para vencer a corrida, com seu piloto Marco Gomes. Tem tudo para ser a grande atração do automobilismo na América do Sul. Certamente, estarei presente nas provas aqui no Rio Grande do Sul: Santa Cruz do Sul e Tarumã.
URUGUAIANA, 16 DE ABRIL DE 2008.
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INCOMPREENSÍVEL:
Continuo não entendendo certas atitudes dos dirigentes da F1. Entre elas, os testes coletivos marcados para esta semana e que serão realizados em Barcelona. Até aí, tudo normal, não fosse à proximidade do GP Espanha (27/04), que será realizado justamente na mesma pista dos testes. Ora, isto é prenuncio de extrema “chatice”, na próxima etapa do campeonato. Insisto: em pistas que fazem parte do calendário, deveriam ser proibidos os testes. Ainda mais, que fora do calendário da F1, a categoria tem diversas opções para os testes. Em Barcelona, circuito mais conhecido pela equipes, na história da F1, as provas são sempre sem emoção. Os pilotos andam tanto, conhecem tanto, Montmeló, que são capazes de guiar até de olhos fechados, desculpem o exagero. Mesmo que os testes desta semana tenham por objetivo os pneus slick, que serão usados a partir de 2009; ainda assim, é uma chance das equipes se familiarizarem com circuito, com novos setup para seus carros, o que – certamente – vai prejudicar a “emoção” no GP no fim de abril.
REPETITIVO:
Não quero me tornar um repetitivo. Mas... Não me entra na cabeça, a possibilidade de ter uma boa corrida, quando realizada em um circuito conhecido demais dos pilotos, engenheiros e equipes. Barcelona é o principal exemplo disto. Há muitos anos, pelo clima, as equipes treinam lá. A pior corrida do ano, SEMPRE é lá. Em contrapartida, a melhor prova da atual temporada, foi na Austrália, pista que só é aberta uma vez por ano. Exclusivamente, para a realização da corrida. Meu argumento é forte, portanto. Claro, que uma chuva acaba com a tese.
SACO CHEIO:
Imagino os pilotos de testes das principais equipes. Estes devem ter “pavor” de Montmeló. Já foram obrigados a rodar milhões de vezes neste circuito. Testando isto e aquilo...
SLICK:
Pelo menos, os testes em Barcelona revelaram que os novos slick são rapidíssimos. Realmente, grudam no chão. Prenuncio que a próxima temporada terá carros bem mais rápidos. Segue a dúvida em relação à questão das ultrapassagens.
ABERTURA:
Recebi o convite da VICAR (assessoria de imprensa) para a festa de lançamento da temporada de 2008 da Stock Car Brasil. Foi realizada no último final de semana. Quando tivemos, também, a abertura da temporada em Interlagos e a premiação dos melhores do ano passado. A Stock Car Brasil está em alta. Cobertura de todas as provas pela Globo. Um grande aparato. Até o regulamento está diferente e tem reabastecimento e rebaixamento. A primeira corrida, inclusive, revelou uma tática à moda Schumacher da equipe Medley para vencer a corrida, com seu piloto Marco Gomes. Tem tudo para ser a grande atração do automobilismo na América do Sul. Certamente, estarei presente nas provas aqui no Rio Grande do Sul: Santa Cruz do Sul e Tarumã.
URUGUAIANA, 16 DE ABRIL DE 2008.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
O SHEIK DE SAKHIR
SHEIK:
Com a segunda vitória consecutiva em Sakhir, com o amplo domínio exercido durante todo o final de semana, onde foi primeiro em todos os treinos e liderou quase toda a corrida, Felipe Massa firma-se com um verdadeiro Sheik do Bahrein. É especialista do circuito. O brasileiro se recupera no campeonato, se equilibra psicologicamente e mostra que a Ferrari não tem preferência de piloto. Principalmente, depois das insinuações e das novas teorias conspiratórias criadas pós GP Malásia. O resultado de Massa em Sakhir, com Raikkonen ficando em segundo, põe por terra qualquer dúvida de tratamento dentro da Ferrari. Mostra, também, que a equipe italiana está bem à frente das demais, o que limita a luta pelo título, por enquanto, somente entre Massa e Raikkonen. A McLaren parece atrapalhada e a BMW ainda não tem a força para tirar o primeiro (e o segundo) lugar da Ferrari. O resto é coadjuvante. A F1 evolui muito rápido. Agora, teremos uma parada de três semanas, quando será aberta a temporada européia. Até lá, muito pode mudar. Mas...A leitura que se pode fazer das três primeiras corridas é que a Ferrari está bem a frente das demais.
** Sheik (tradução simples): senhor.
FIM:
Depois do que aconteceu no Bahrein, espero que sejam esquecidas e enterradas as manifestações sobre as conspirações contra Felipe Massa, que já estavam crescentes na mídia brasileira. Desta vez, quem perdeu mais tempo nos pits foi justamente Raikkonen. Portanto, fica claro que ninguém conseguirá prejudicar um piloto, nos pits, com a precisão cirúrgica de 0,6 segs, como queriam alguns na mídia. De outra forma, o brasileiro admitindo o erro cometido na Malásia, quando rodou sozinho, se dignificou a recuperação no Bahrein. Penitenciou-se. Assim, é melhor.
A PROVA;
Sobre a corrida, pouco se pode dizer. Massa liderou quase de ponta a ponta. Posso registrar a bela ultrapassagem de Raikkonen sobre Kubica, que acabou por validar a dobradinha da Ferrari. Registro as trapalhadas de Lewis Hamilton, que andou as voltas com os botões da sua McLaren e acabou batendo na traseira de Alonso.
IMPORTÂNCIA:
Vejam a importância de um bom carro na F1. De um projeto bem nascido. Leia-se então: Fernando Alonso. O bicampeão não consegue fazer milagre com a carroça da Renault. Portanto, mesmo sem os controles, com a volta da importância do piloto, sem carro, ninguém anda.
PÍFIOS:
Dois grandes badalados que não emplacaram até agora na temporada: Vettel e Sutil. Ambos, alemães, de quem se esperavam muito mais em 2008. Até agora, não justificaram...
URUGUAIANA, 09 DE ABRIL DE 2008.
Com a segunda vitória consecutiva em Sakhir, com o amplo domínio exercido durante todo o final de semana, onde foi primeiro em todos os treinos e liderou quase toda a corrida, Felipe Massa firma-se com um verdadeiro Sheik do Bahrein. É especialista do circuito. O brasileiro se recupera no campeonato, se equilibra psicologicamente e mostra que a Ferrari não tem preferência de piloto. Principalmente, depois das insinuações e das novas teorias conspiratórias criadas pós GP Malásia. O resultado de Massa em Sakhir, com Raikkonen ficando em segundo, põe por terra qualquer dúvida de tratamento dentro da Ferrari. Mostra, também, que a equipe italiana está bem à frente das demais, o que limita a luta pelo título, por enquanto, somente entre Massa e Raikkonen. A McLaren parece atrapalhada e a BMW ainda não tem a força para tirar o primeiro (e o segundo) lugar da Ferrari. O resto é coadjuvante. A F1 evolui muito rápido. Agora, teremos uma parada de três semanas, quando será aberta a temporada européia. Até lá, muito pode mudar. Mas...A leitura que se pode fazer das três primeiras corridas é que a Ferrari está bem a frente das demais.
** Sheik (tradução simples): senhor.
FIM:
Depois do que aconteceu no Bahrein, espero que sejam esquecidas e enterradas as manifestações sobre as conspirações contra Felipe Massa, que já estavam crescentes na mídia brasileira. Desta vez, quem perdeu mais tempo nos pits foi justamente Raikkonen. Portanto, fica claro que ninguém conseguirá prejudicar um piloto, nos pits, com a precisão cirúrgica de 0,6 segs, como queriam alguns na mídia. De outra forma, o brasileiro admitindo o erro cometido na Malásia, quando rodou sozinho, se dignificou a recuperação no Bahrein. Penitenciou-se. Assim, é melhor.
A PROVA;
Sobre a corrida, pouco se pode dizer. Massa liderou quase de ponta a ponta. Posso registrar a bela ultrapassagem de Raikkonen sobre Kubica, que acabou por validar a dobradinha da Ferrari. Registro as trapalhadas de Lewis Hamilton, que andou as voltas com os botões da sua McLaren e acabou batendo na traseira de Alonso.
IMPORTÂNCIA:
Vejam a importância de um bom carro na F1. De um projeto bem nascido. Leia-se então: Fernando Alonso. O bicampeão não consegue fazer milagre com a carroça da Renault. Portanto, mesmo sem os controles, com a volta da importância do piloto, sem carro, ninguém anda.
PÍFIOS:
Dois grandes badalados que não emplacaram até agora na temporada: Vettel e Sutil. Ambos, alemães, de quem se esperavam muito mais em 2008. Até agora, não justificaram...
URUGUAIANA, 09 DE ABRIL DE 2008.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
UMA NOVA LEITURA
BAHREIN E A LEITURA:
Importante a etapa da F1, neste próximo final de semana. Não só pela corrida na escaldante Sakhir, mas para que possamos fazer uma nova leitura do que poderá ser o campeonato. Veja-se o seguinte: depois do amplo domínio da McLaren, na Austrália, antes território vermelho da Ferrari, tivemos aprova na Malásia, onde a McLaren havia vencido na temporada passada e tomou um verdadeiro passeio da Ferrari, neste atual temporada. Inverteram-se as projeções. Assim, a prova do Bahrein vai nos dar um terceiro detalhe importante para que possamos concluir alguma coisa sobre as projeções no restante da temporada. Só a título de curiosidade, ano passado, a vitória foi de Felipe Massa, com Hamilton e Raikkonen, no podium. Só a título de análise, a Ferrari treinos este ano na pista, os pneus e o carro sem controle de tração. Isto pode significar um plus. Enfim, temos que esperar pela prova, que vai acrescentar um novo e importante critério de análise e projeções. Por enquanto, pelo que se viu, a luta de Ferrari e McLaren continua vivíssima e ninguém se aproximou das rivais. Por enquanto, o que se viu a temporada começou com os mesmos protagonistas (campeão e vice do ano passado), disputando o título.
REVELAÇÕES:
A temporada começou com duas provas em finais de semanas seguidos. Depois, veio o intervalo. Porém, as revelações fervilharam... Primeiro, vieram as noticias a nível presidencial: a morte de Jean-Marie Balestre (quem lembra dele?), o carrasco de Ayrton Senna, no campeonato de 1989. Por sua vez, o atual FIA, Max Mosley, o presidente, foi pego com a “boca-na-botija”, em orgias. Mas, tivemos, também, as de pilotos: Fernando Alonso, bicampeão, revelou estar sem esperanças para esta temporada. Rubens Barrichello também teve o seu momento, declarando que pretende chegar aos 300 GPs. Nenhuma delas foi motivante... A melhor de todas, talvez, tenha sido dada por Michael Schumacher que, sentado a frente de sua bola de cristal, revelou que outras equipes (além da Ferrari e Mclaren) irão vencer em 2008. Tomara!!!
FICHAS:
Disse, ainda, Schumacher, que Felipe Massa não tem mais fichas para gastar em 2008. Sua hora é agora. Portanto, resta para o brasileiro repetir o resultado de 2007 e vencer ou vencer em Sakhir. Mesmo com um inicio de temporada terrível, Massa – pelo equipamento que tem – demonstra condições de reagir na temporada. Precisará de equilíbrio emocional, quem sabe correndo para chegar, sem afobação. É aquela história do melhor resultado possível. Com um passo de cada vez. Primeiro, largar bem. Depois, pensar em chegar até o final e marcar pontos. Se der... podium. Se sobrar uma chance... vence. Porém, a obrigação e a ordem são reagir.
BOBÃO NO 1º DE ABRIL:
Contaram-me que Montoya voltaria para McLaren, no lugar do Hamilton. Que Barrichello será campeão da F1. Que Schumacher disputaria na Moto GP e Valentino, na F1. Que Raikkonen deixou da Vodka. Que Massa é o primeiro piloto da Ferrari. Que a cobertura da TV vai melhorar. Mas... Não acreditei!!!
URUGUAIANA, 02 DE ABRIL DE 2008.
Importante a etapa da F1, neste próximo final de semana. Não só pela corrida na escaldante Sakhir, mas para que possamos fazer uma nova leitura do que poderá ser o campeonato. Veja-se o seguinte: depois do amplo domínio da McLaren, na Austrália, antes território vermelho da Ferrari, tivemos aprova na Malásia, onde a McLaren havia vencido na temporada passada e tomou um verdadeiro passeio da Ferrari, neste atual temporada. Inverteram-se as projeções. Assim, a prova do Bahrein vai nos dar um terceiro detalhe importante para que possamos concluir alguma coisa sobre as projeções no restante da temporada. Só a título de curiosidade, ano passado, a vitória foi de Felipe Massa, com Hamilton e Raikkonen, no podium. Só a título de análise, a Ferrari treinos este ano na pista, os pneus e o carro sem controle de tração. Isto pode significar um plus. Enfim, temos que esperar pela prova, que vai acrescentar um novo e importante critério de análise e projeções. Por enquanto, pelo que se viu, a luta de Ferrari e McLaren continua vivíssima e ninguém se aproximou das rivais. Por enquanto, o que se viu a temporada começou com os mesmos protagonistas (campeão e vice do ano passado), disputando o título.
REVELAÇÕES:
A temporada começou com duas provas em finais de semanas seguidos. Depois, veio o intervalo. Porém, as revelações fervilharam... Primeiro, vieram as noticias a nível presidencial: a morte de Jean-Marie Balestre (quem lembra dele?), o carrasco de Ayrton Senna, no campeonato de 1989. Por sua vez, o atual FIA, Max Mosley, o presidente, foi pego com a “boca-na-botija”, em orgias. Mas, tivemos, também, as de pilotos: Fernando Alonso, bicampeão, revelou estar sem esperanças para esta temporada. Rubens Barrichello também teve o seu momento, declarando que pretende chegar aos 300 GPs. Nenhuma delas foi motivante... A melhor de todas, talvez, tenha sido dada por Michael Schumacher que, sentado a frente de sua bola de cristal, revelou que outras equipes (além da Ferrari e Mclaren) irão vencer em 2008. Tomara!!!
FICHAS:
Disse, ainda, Schumacher, que Felipe Massa não tem mais fichas para gastar em 2008. Sua hora é agora. Portanto, resta para o brasileiro repetir o resultado de 2007 e vencer ou vencer em Sakhir. Mesmo com um inicio de temporada terrível, Massa – pelo equipamento que tem – demonstra condições de reagir na temporada. Precisará de equilíbrio emocional, quem sabe correndo para chegar, sem afobação. É aquela história do melhor resultado possível. Com um passo de cada vez. Primeiro, largar bem. Depois, pensar em chegar até o final e marcar pontos. Se der... podium. Se sobrar uma chance... vence. Porém, a obrigação e a ordem são reagir.
BOBÃO NO 1º DE ABRIL:
Contaram-me que Montoya voltaria para McLaren, no lugar do Hamilton. Que Barrichello será campeão da F1. Que Schumacher disputaria na Moto GP e Valentino, na F1. Que Raikkonen deixou da Vodka. Que Massa é o primeiro piloto da Ferrari. Que a cobertura da TV vai melhorar. Mas... Não acreditei!!!
URUGUAIANA, 02 DE ABRIL DE 2008.
quarta-feira, 26 de março de 2008
OS PATRIOTAS
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
OS PATRIOTAS:
Muito estranha à ânsia da grande imprensa na defesa dos pilotos brasileiros, principalmente, nesta temporada. Atribuíram ao câmbio, à rodada de Piquet, nos treinos da Austrália. Atribuíram à Ross Brawn, o erro no pit stop de Barrichello, na mesma corrida. Esqueceram a passagem do sinal vermelho, que desclassificou o piloto brasileiro. Atribuíram para Coulthard, o acidente de Massa. Tudo com excessos, como se os nossos pilotos fossem infalíveis. Porém, a história do primeiro pit stop, em Sepang, ultrapassou os limites. Narrador e ambos os comentaristas iniciaram nova teoria conspiratória dentro da Ferrari, por força de 0,6 segundos de diferença, entre o pit de Massa (8,5s) e Raikkonen (7,9s). Veja-se o seguinte: contar a até dois (1,2) é equivalente a transcorrer um segundo. Já 0,6 segundos... Não é possível uma equipe de F1 montar uma estratégia com esta precisão cirúrgica. Portanto, houve sério equivoco. Para não dizer desrespeito ao espectador. Na mesma forma, ainda, tentaram justificar o erro de pilotagem de Massa, que – claramente – rodou sozinho. Culpam o carro, a pista, enfim...
Cabe um alerta: o público que acompanha na madrugada as corridas, é um público diferenciado. Exigente. Público que gosta de automobilismo e não está ali por acaso ou por insônia. Tem conhecimento das coisas. Portanto, espera-se da “cobertura” coisas mais precisas, mais condizentes com a realidade e menos ufanismos.
PREFERÊNCIA:
Já escrevi ao longo destes anos, que não é crível que uma equipe venha prejudicar o seu próprio piloto. Ora, é mais do que evidente - no mundo competitivo que vivemos - que a Ferrari e McLaren (assim como as outras equipes) queiram ocupar SEMPRE os dois principais lugares no podium, no fim de TODAS as corridas. Isto significa mais prestigio e mais interesse dos patrocinadores (quem é que investe em perdedor???) e melhor orçamento para a equipe. Portanto, não consigo entender como as pessoas conseguem criar e acreditar em teorias conspiratórias. Assim como, não é crível que a Ferrari venha a “prestigiar” somente o Raikkonen, quando estamos somente na segunda prova do campeonato, com dezesseis por vir. O futuro à Deus pertence e, portanto, a Ferrari sabe disto e não vai priorizar somente um de seus pilotos.
ULTRAPASSAGEM DUPLA:
Falando um pouco do GP Malásia, posso dizer que a melhor coisa da corrida foi à dupla ultrapassagem de Hiedfeld sobre Weber e Alonso. Só possível pela largura da pista. Manobra que - certamente – será repetida várias vezes, nos meios de comunicação, até o fim da temporada. De resto, na madrugada, deu sono.
SEIS:
Duas corridas e seis pilotos diferentes ocupam o podium. Na Austrália: Hamilton (McLaren), Hiedfeld (BMW) e Rosberg (Williams). Na Malásia: Raikkonen (Ferrari), Kubica (BMW) e Kovalainen (McLaren). Sempre com três carros diferentes, também. Mostra o equilíbrio da temporada até agora. Equilíbrio também entre os brasileiros. Todos no zero.
RÁDIO GRID:
Já está disponível no site do GRID BRASIL (www.gridbrasil.com.br), os debates e análises deste inicio de temporada. É a RÁDIO GRID, o pod cast do melhor site de automobilismo do Brasil. A ancoragem e a apresentação são minhas.
URUGUAIANA, 26 DE MARÇO DE 2008.
LEIA O BLOG: www.blogbandeirada.blogspot.com
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OS PATRIOTAS:
Muito estranha à ânsia da grande imprensa na defesa dos pilotos brasileiros, principalmente, nesta temporada. Atribuíram ao câmbio, à rodada de Piquet, nos treinos da Austrália. Atribuíram à Ross Brawn, o erro no pit stop de Barrichello, na mesma corrida. Esqueceram a passagem do sinal vermelho, que desclassificou o piloto brasileiro. Atribuíram para Coulthard, o acidente de Massa. Tudo com excessos, como se os nossos pilotos fossem infalíveis. Porém, a história do primeiro pit stop, em Sepang, ultrapassou os limites. Narrador e ambos os comentaristas iniciaram nova teoria conspiratória dentro da Ferrari, por força de 0,6 segundos de diferença, entre o pit de Massa (8,5s) e Raikkonen (7,9s). Veja-se o seguinte: contar a até dois (1,2) é equivalente a transcorrer um segundo. Já 0,6 segundos... Não é possível uma equipe de F1 montar uma estratégia com esta precisão cirúrgica. Portanto, houve sério equivoco. Para não dizer desrespeito ao espectador. Na mesma forma, ainda, tentaram justificar o erro de pilotagem de Massa, que – claramente – rodou sozinho. Culpam o carro, a pista, enfim...
Cabe um alerta: o público que acompanha na madrugada as corridas, é um público diferenciado. Exigente. Público que gosta de automobilismo e não está ali por acaso ou por insônia. Tem conhecimento das coisas. Portanto, espera-se da “cobertura” coisas mais precisas, mais condizentes com a realidade e menos ufanismos.
PREFERÊNCIA:
Já escrevi ao longo destes anos, que não é crível que uma equipe venha prejudicar o seu próprio piloto. Ora, é mais do que evidente - no mundo competitivo que vivemos - que a Ferrari e McLaren (assim como as outras equipes) queiram ocupar SEMPRE os dois principais lugares no podium, no fim de TODAS as corridas. Isto significa mais prestigio e mais interesse dos patrocinadores (quem é que investe em perdedor???) e melhor orçamento para a equipe. Portanto, não consigo entender como as pessoas conseguem criar e acreditar em teorias conspiratórias. Assim como, não é crível que a Ferrari venha a “prestigiar” somente o Raikkonen, quando estamos somente na segunda prova do campeonato, com dezesseis por vir. O futuro à Deus pertence e, portanto, a Ferrari sabe disto e não vai priorizar somente um de seus pilotos.
ULTRAPASSAGEM DUPLA:
Falando um pouco do GP Malásia, posso dizer que a melhor coisa da corrida foi à dupla ultrapassagem de Hiedfeld sobre Weber e Alonso. Só possível pela largura da pista. Manobra que - certamente – será repetida várias vezes, nos meios de comunicação, até o fim da temporada. De resto, na madrugada, deu sono.
SEIS:
Duas corridas e seis pilotos diferentes ocupam o podium. Na Austrália: Hamilton (McLaren), Hiedfeld (BMW) e Rosberg (Williams). Na Malásia: Raikkonen (Ferrari), Kubica (BMW) e Kovalainen (McLaren). Sempre com três carros diferentes, também. Mostra o equilíbrio da temporada até agora. Equilíbrio também entre os brasileiros. Todos no zero.
RÁDIO GRID:
Já está disponível no site do GRID BRASIL (www.gridbrasil.com.br), os debates e análises deste inicio de temporada. É a RÁDIO GRID, o pod cast do melhor site de automobilismo do Brasil. A ancoragem e a apresentação são minhas.
URUGUAIANA, 26 DE MARÇO DE 2008.
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terça-feira, 18 de março de 2008
OS NOVATOS
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
NOVATOS:
A F1 é tida como a melhor categoria do automobilismo mundial; não estou falando nada de extraordinário. Lá chegam os melhores pilotos com raras exceções. Porém, o que se viu no GP Austrália, prova de abertura do mundial 2008, foi um verdadeiro festival de novatos. Não pela quantidade de novos pilotos ou de menor média de idade. Novatos na pilotagem. Gente muito experiente, cometendo erros bisonhos. Algo que há muito tempo não se via na categoria. Os erros começaram na largada e se estenderam durante toda corrida. Assim, só seis chegaram ao final. Houve batida na largada (um strick com cinco carros), atropelamento no box (Barrichello), erro na tática de paradas (Ross Brawn), ultrapassagem atabalhoada (Massa contra Coulthard), saída de pista (várias, inclusive, uma delas do próprio campeão Raikkonen). Houve até perda de posição por aberto inadvertido no painel do carro (Kovalainen perdeu a posição para Alonso). Furo de sinal nos box que custou a desclassificação do mais experiente piloto da categoria, Rubens Barrichello. Não vou chamá-la de corrida maluca. Maluco estavam os pilotos, o pessoal do box, enfim... Gostaria que a coisa sempre fosse assim.
PERFEITO:
Em meio a tantos erros, o novato Lewis Hamilton foi perfeito. Liderou do começo ao fim. Não cometeu erros. Não deu qualquer chance para seus adversários. Creio que – mesmo em condições e sem cometerem erros – os pilotos da Ferrari não chegariam perto do inglês. Abre considerável vantagem da tabela de classificação. Resgata a autoconfiança perdida no final do campeonato passado. Desponta como certo favoritismo, apesar de estarmos na primeira prova do campeonato. A McLaren parece em vantagem contra as demais.
DESTAQUES:
Além de Lewis Hamilton, perfeito, vencedor da prova, teve outros destaques: o lutador Fernando Alonso, carregando a Renault nas costas. Nick Hiedfeld, apesar de burocrata. Nico Rosberg, apesar de o podium parecer circunstancial. Já Sebastien Bourdais foi o melhor estreante. Os demais – por que tenham brilhado – tiveram atitudes de novatos.
TRAPALHADAS:
Os brasileiros deram show de trapalhadas. Barrichello, que vinha surpreendentemente bem, acabou “furando” o sinal vermelho na saída do box. Erro de novato. Inadmissível para um piloto da sua experiência. Felipe Massa, começou extremamente ansioso. Parecia querer mostrar serviço. Bateu sozinho! Depois, abalroou Coulthard. Mesmo tendo uma Ferrari de ferro, o motor do carro não resistiu. Nelson Ângelo enfrentou uma série interminável de problemas. Desde os treinos de sexta. Foi mal, também.
MALÁSIA:
A F1 segue neste próximo final de semana, na Malásia. É a oportunidade daqueles que se deram mal, recuperar o tempo perdido. Daqueles que se deram bem comprovar não ter sido o GP anterior uma obra do acaso. Mais uma prova na madrugada. Desta vez, às 4:00 horas. Vou ver com os filhos, longe daqui, em Porto Alegre.
URUGUAIANA, 18 DE MARÇO DE 2008.
NOVATOS:
A F1 é tida como a melhor categoria do automobilismo mundial; não estou falando nada de extraordinário. Lá chegam os melhores pilotos com raras exceções. Porém, o que se viu no GP Austrália, prova de abertura do mundial 2008, foi um verdadeiro festival de novatos. Não pela quantidade de novos pilotos ou de menor média de idade. Novatos na pilotagem. Gente muito experiente, cometendo erros bisonhos. Algo que há muito tempo não se via na categoria. Os erros começaram na largada e se estenderam durante toda corrida. Assim, só seis chegaram ao final. Houve batida na largada (um strick com cinco carros), atropelamento no box (Barrichello), erro na tática de paradas (Ross Brawn), ultrapassagem atabalhoada (Massa contra Coulthard), saída de pista (várias, inclusive, uma delas do próprio campeão Raikkonen). Houve até perda de posição por aberto inadvertido no painel do carro (Kovalainen perdeu a posição para Alonso). Furo de sinal nos box que custou a desclassificação do mais experiente piloto da categoria, Rubens Barrichello. Não vou chamá-la de corrida maluca. Maluco estavam os pilotos, o pessoal do box, enfim... Gostaria que a coisa sempre fosse assim.
PERFEITO:
Em meio a tantos erros, o novato Lewis Hamilton foi perfeito. Liderou do começo ao fim. Não cometeu erros. Não deu qualquer chance para seus adversários. Creio que – mesmo em condições e sem cometerem erros – os pilotos da Ferrari não chegariam perto do inglês. Abre considerável vantagem da tabela de classificação. Resgata a autoconfiança perdida no final do campeonato passado. Desponta como certo favoritismo, apesar de estarmos na primeira prova do campeonato. A McLaren parece em vantagem contra as demais.
DESTAQUES:
Além de Lewis Hamilton, perfeito, vencedor da prova, teve outros destaques: o lutador Fernando Alonso, carregando a Renault nas costas. Nick Hiedfeld, apesar de burocrata. Nico Rosberg, apesar de o podium parecer circunstancial. Já Sebastien Bourdais foi o melhor estreante. Os demais – por que tenham brilhado – tiveram atitudes de novatos.
TRAPALHADAS:
Os brasileiros deram show de trapalhadas. Barrichello, que vinha surpreendentemente bem, acabou “furando” o sinal vermelho na saída do box. Erro de novato. Inadmissível para um piloto da sua experiência. Felipe Massa, começou extremamente ansioso. Parecia querer mostrar serviço. Bateu sozinho! Depois, abalroou Coulthard. Mesmo tendo uma Ferrari de ferro, o motor do carro não resistiu. Nelson Ângelo enfrentou uma série interminável de problemas. Desde os treinos de sexta. Foi mal, também.
MALÁSIA:
A F1 segue neste próximo final de semana, na Malásia. É a oportunidade daqueles que se deram mal, recuperar o tempo perdido. Daqueles que se deram bem comprovar não ter sido o GP anterior uma obra do acaso. Mais uma prova na madrugada. Desta vez, às 4:00 horas. Vou ver com os filhos, longe daqui, em Porto Alegre.
URUGUAIANA, 18 DE MARÇO DE 2008.
quarta-feira, 12 de março de 2008
UMA VIDA DE DEDICAÇÃO
DEDICAÇÃO:
Abre a temporada de F1, neste final de semana. Por óbvio, será a principal atração. Não nego a minha ansiedade, já que foram cinco longos meses de espera desde a última prova (GP Brasil, outubro/2007). Não nego, também, a imensa dedicação que tenho por esta categoria, que é principal do automobilismo mundial.
Para começar, confesso: acompanho ininterruptamente todas as provas realizadas pela F1, desde julho/1971. (SIM, 1971, não é erro de digitação). Primeiro, pelo radinho de pilhas, de difícil sintonia, na Globo do Rio, às vezes, na Jovem Pan e até em rádios argentinas. Na TV só por vídeotape, a partir de 76 (a TV só chegou aqui em 1974). Ao vivo, só em 1978, quando foi estudar em Porto Alegre. São quase 600 provas acompanhadas (a F1 ainda não realizou 800, que será em Cingapura, este ano). Só perdi 201 de toda a história, que começou em maio/1950, dez anos antes de eu nascer.
Hoje, orgulhosamente, escrevo em 23 jornais/sites (22 do Brasil e 01 de Portugal) sobre a F1. Isto até me tornou um pouco conhecido, entre aqueles que militam no meio. Por isto, estou sempre recebendo convites para participar de várias corridas, especialmente, a Stock Car Brasil. Mantenho um arquivo invejável de ter a disposição todas as provas – em videocassete – desde a temporada de 1984 (toda a carreira do Ayrton Senna). Estou terminando de escrever um livro sobre os ACIDENTES. Especialmente, aquele inesquecível da Tamburello, em 1994, o último fatal.
Vibrei com Emerson, com Piquet. Chorei por Gilles, Senna, Cevert e Peterson. Ri de Mansell e admirei Schumacher.
Lembro de GPs, como o da Suécia/1973, que Dennis Hulme passou cinco carros, nas dez voltas finais e ganhou a prova. Do GP Mônaco/1982, que quase não teve vencedor. Lembro a cara do diretor de prova esperando – por ninguém – para dar a BANDEIRADA. Até que apareceu o Ricardo Patrese, único a recebê-la. (seis carros pararam na última volta, por uma série de problemas).
As corridas quem mais espero na temporada são: todas as realizadas na madrugada (duplo fascino, pela F1 e pela madrugada) e mais, o GP Mônaco e o GP Bélgica, na desafiadora pista de Spa-Francorchamps. E quando me atrevo a pilotar num Play-Station, sempre escolho as duas. Para passar no túnel de Monte Carlo e sentir um frio na barriga da Eau-Rouge de Spa. Quem já passou pela experiência sabe bem no que eu estou falando...
No domingo, começo a minha 38ª temporada da F1. Uma vida dedicada a uma de minhas paixões. Aguardo, com imensa expectativa, para ver como se apresentam as equipes, os candidatos ao título. Não descarto o favoritismo das Ferraris e das McLarens. Mas... Com o andar cada carruagem (metade do campeonato), incluo Fernando Alonso. O favorito ao título (ou ao bi) é o finlandês Kimi Raikkonen.
Para aqueles que apreciam a F1. Ótimo, GP Austrália. Ótima, temporada.
Abre a temporada de F1, neste final de semana. Por óbvio, será a principal atração. Não nego a minha ansiedade, já que foram cinco longos meses de espera desde a última prova (GP Brasil, outubro/2007). Não nego, também, a imensa dedicação que tenho por esta categoria, que é principal do automobilismo mundial.
Para começar, confesso: acompanho ininterruptamente todas as provas realizadas pela F1, desde julho/1971. (SIM, 1971, não é erro de digitação). Primeiro, pelo radinho de pilhas, de difícil sintonia, na Globo do Rio, às vezes, na Jovem Pan e até em rádios argentinas. Na TV só por vídeotape, a partir de 76 (a TV só chegou aqui em 1974). Ao vivo, só em 1978, quando foi estudar em Porto Alegre. São quase 600 provas acompanhadas (a F1 ainda não realizou 800, que será em Cingapura, este ano). Só perdi 201 de toda a história, que começou em maio/1950, dez anos antes de eu nascer.
Hoje, orgulhosamente, escrevo em 23 jornais/sites (22 do Brasil e 01 de Portugal) sobre a F1. Isto até me tornou um pouco conhecido, entre aqueles que militam no meio. Por isto, estou sempre recebendo convites para participar de várias corridas, especialmente, a Stock Car Brasil. Mantenho um arquivo invejável de ter a disposição todas as provas – em videocassete – desde a temporada de 1984 (toda a carreira do Ayrton Senna). Estou terminando de escrever um livro sobre os ACIDENTES. Especialmente, aquele inesquecível da Tamburello, em 1994, o último fatal.
Vibrei com Emerson, com Piquet. Chorei por Gilles, Senna, Cevert e Peterson. Ri de Mansell e admirei Schumacher.
Lembro de GPs, como o da Suécia/1973, que Dennis Hulme passou cinco carros, nas dez voltas finais e ganhou a prova. Do GP Mônaco/1982, que quase não teve vencedor. Lembro a cara do diretor de prova esperando – por ninguém – para dar a BANDEIRADA. Até que apareceu o Ricardo Patrese, único a recebê-la. (seis carros pararam na última volta, por uma série de problemas).
As corridas quem mais espero na temporada são: todas as realizadas na madrugada (duplo fascino, pela F1 e pela madrugada) e mais, o GP Mônaco e o GP Bélgica, na desafiadora pista de Spa-Francorchamps. E quando me atrevo a pilotar num Play-Station, sempre escolho as duas. Para passar no túnel de Monte Carlo e sentir um frio na barriga da Eau-Rouge de Spa. Quem já passou pela experiência sabe bem no que eu estou falando...
No domingo, começo a minha 38ª temporada da F1. Uma vida dedicada a uma de minhas paixões. Aguardo, com imensa expectativa, para ver como se apresentam as equipes, os candidatos ao título. Não descarto o favoritismo das Ferraris e das McLarens. Mas... Com o andar cada carruagem (metade do campeonato), incluo Fernando Alonso. O favorito ao título (ou ao bi) é o finlandês Kimi Raikkonen.
Para aqueles que apreciam a F1. Ótimo, GP Austrália. Ótima, temporada.
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