sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ROLETA-RUSSA




ROLETA-RUSSA:

Cada vez mais nos assustamos com a dimensão da crise econômica mundial. Seus reflexos, suas conseqüências ainda estamos longo de saber. Ficou a lição de que não há como sobreviver com a ciranda financeira e a roleta-russa que se estabeleceu no mercado econômico mundial e afetou tudo.
Uma das pioneiras da bancarrota foi um banco que tinha ações na F1. Depois, insinuam-se problemas com a GM americana (não está na F1) e, agora, caiu como uma bomba a desistência da Honda, em continuar participando do campeonato mundial de F1, já em 2009.
Claro que a Honda não quebrou na bolsa de valores, porém, deve destinar os investimentos que fazia (e não era pouco) na F1, para recuperar um ou outro setor abalado pela crise. A F1 passou a ser prejuízo e supérfluo.
Fico pensando cá com meu travesseiro, sem nunca ter aplicada na bolsa: qual será o destino das outras equipes, as pequenas da F1?? Questiono-me. Talvez, nunca a categoria tenha enfrentado um problema tão gigantesco. Já que – além das próprias montadoras – existem sérias dificuldades com os patrocinadores, fortemente abalados pela crise.

NEO:

Na crise na F1 e no mundo, boa parte deve ser creditada ao incoerente sistema NEO. Eles pregam que o Estado não pode gerir nada além da saúde e segurança pública. Que bancos, petróleo, minas e até serviços essenciais entre outros tantos devem ser administrados pela iniciativa privada. Porém, quando “estourou” a crise, os “quebrados” correrão aos seus Governos para pedir socorro. Tudo com a ameaça de desemprego, recessão, falta de valores para investimentos. Para isto, o Estado serve... Quem sabe, a Honda – agora – se socorre do governo japonês...

QUAL O DESTINO? (01):

Quem ficou “a ver navios” foi a nossa Petrobrás. Tinha contrato com Honda para fornecimento de combustível em 2009. Agora, a “estatal” brasileira, vai ter que procurar outro caminho. E dizer que a Petrobrás abriu mão do contato que tinha com a “velha” Williams...


QUAL O DESTINO? (02):

Quem definitivamente ficou sem lugar foi Rubens Barrichello, agora só um milagre para seguir na categoria. Levou junto Bruno Senna, apesar do “sobrinho” dizer preparado pelo plano “B”: Force Índia ou Toro Roso. Luca de Grassi já estava sem destino mesmo, não perdeu nada com isto.

DEZOITO CARROS:

Grid diminui sensivelmente. Muda-se até a divisão de treinos. É o menor grid desde 1969. Fato altamente preocupante.

URUGUAIANA, 05 DE DEZEMBRO DE 2008.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

MEDALHAS









BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
Na foto com o Luciano Burti, em Tarumã, 21/11/2008.


MEDALHAS:

Nos últimos três anos, tivemos os campeonatos da F1 decididos na corrida final. Era tudo que a categoria mais precisava. Nos dois últimos anos, o suspense foi até depois da bandeirada final. A fórmula da disputa está aprovada, portanto. Acontece que – agora – o Sr. Bernie Ecclestone quer incutir nas equipes um novo sistema de pontuação, outorgando aos vencedores medalhas, usando critério olímpico. No final do ano teríamos como campeão não o piloto com mais pontos, mas aquele que tiver mais medalhas de ouro. Não disseram para o “capo” da F1, o velho ditado: “Não se mexe em time que está ganhando.”
A “idéia” está sendo recebida com fortes protestos, por parte dos dirigentes, principalmente, as pequenas, que ficariam alijadas de qualquer possibilidade de ostentar uma medalha olímpica. Principalmente, pelo fato de que as vitórias passariam a ser muito valorizadas e, portanto, aumentaria o investimento das grandes equipes.
Recado: Bernie! Esquece isto...

VITÓRIAS:

Se o objetivo é valorizar as vitórias, que seja alterada novamente a pontuação. Dando-se mais pontos para quem vence. Aliás, a regra de diminuir a diferença de pontos entre primeiro e segundo, foi instituída na categoria após o domínio gigantesco de Michael Schumacher, que – pelo sistema antigo – chegava à metade do campeonato como quase campeão. Portanto, existem várias maneiras de se valorizar as vitórias, sem que seja adotado o “quadro de medalhas”.

ALVOROÇO:

Aqui no Brasil, os alvoroçados torcedores do piloto da casa, acharam uma maravilha as medalhas e projetaram: se fosse neste ano (2008), Felipe Massa teria sido o campeão, afinal de contas teria no quadro de medalhas seis ouros, contra cinco de Lewis Hamilton. Tão longo surgiu o comentário, lembrei: o ouro a mais seria o da corrida da Bélgica e repetiria: injusto.

MOTOS:

Schumacher revela a sua paixão por andar próximo ao asfalto, ao se referir que pretende continua pilotando em campeonatos de motociclismo. Quer arrumar confusão na vida. Depois de escapar ileso de 16 temporadas na F1, chegando à casa dos 40 anos, o alemão deveria escolher uma “emoção” com menos risco. Mas, quem sou eu para recomendar...

DÚVIDA:

A Honda está em duvida sobre qual brasileiro vai usar em 2009. Talvez, por força do patrocínio da Petrobras, embora ambas (equipe e patrocinador) neguem que aja obrigatoriedade de uso de um brasileiro como piloto do carro japonês. Lucas di Grassi parece ter sido descartado. Restou a disputa em Rubens Barrichello e Bruno Senna. Acho que pela força do nome dá Senna.

URUGUAIANA, 03 DE DEZEMBRO DE 2008.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

DOIS EM UM - FOTO


STOCK CAR: (DOIS EM UM) - Durante o treino de sábado em TARUMÃ, tirei a FOTO no final da reta, curva UM. Estava no camarote da BOSCH. Vejam: na tela da televisão, o carro nº09 de Giulliano Losacco, na pista ele mesmo.

ESPÍRITO ESPORTIVO – VICENTE MAJÓ DA MAIA vmmaia@uol.com.br


TARUMÃ:

Estive em Tarumã, a convite da Diretoria de Imprensa da Copa Nextel Stock Car Brasil 2008 (este é o nome oficial da principal categoria do automobilismo brasileiro). Tive a oportunidade de conviver com vários jornalistas que cobrem o automobilismo no Brasil e no mundo. Tive a oportunidade de ver o lançamento do carro de 2009 (no primeiro teste foi mais de 2 segs mais rápido). E posso ter visto a última prova da Stock Car em Tarumã, pois a Direção da categoria está muito entusiasmada com a conclusão da pista do VeloPark (autódromo mais novo e moderno do Brasil, que está sendo construído em Nova Santa Rita, pista pertencente a família Gerdau).
Tarumã pode ficar fora do calendário já em 2009. Por pura ironia do destino ou fruto da modernidade. Em 1979, quando começaram as provas da Stock Car, foi justamente a pista de Viamão a primeira a sediar um etapa. Porém, o local onde foi construída, não deixa alternativa para a criação de novas áreas de escape, para ampliação e modernização dos Box, da sala de cronometragem, da direção de prova. A questão mais séria é a segurança. A curva um (01), onde já tivemos pilotos perdendo suas vidas (lembram o Giovanni Salvatti, em 1971; o Pedro Carneiro Pereira (narrador, em 1973, este na reta dos Box).
Uma das perguntas principais nas entrevistas da imprensa com os pilotos é sobre este aspecto de segurança, onde todos manifestam suas preocupações. Porém, pela mística, pela tradição, por sua história, mas todos gostam de Tarumã, pelo desafio. O desafio desta curva 01, em quase 90 graus e a descida do Tala Larga, talvez a curva com o nome mais original do Brasil (batiza, também, a churrascaria do autódromo).
Se confirmada a mudança de circuito, temo pela manutenção do circuito. Acho que não só perderemos a oportunidade de apreciar o desafio, o risco que os pilotos passam; mas temo pelo abandono do circuito. O automobilismo gaúcho e brasileiro perderia muito.
Aliás, o Rio Grande do Sul que deve se orgulhar de ser o estado brasileiro com maior número de autódromos: Tarumã, Guaporé, Santa Cruz e Nova Santa Rita.

URUGUAIANA, 26 DE NOVEMBRO DE 2008.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

OS MELHORES

OS MELHORES:

A nossa BANDEIRADA é sempre a primeira a publicar a lista dos melhores do ano da F1. Nesta temporada, não vai ser diferente. Certamente, que após a nossa singela indicação, aparecerão as divergências, mas este é o objetivo: a ampla discussão. Com a lembrança de que o campeonato não foi só o GP Brasil.

Pela ordem:

1º) SEBASTIEN VETTEL: foi o melhor piloto do ano em minha opinião. Explico: embora o começo não muito bom, vencer em Monza (foi pole, também), com uma Toro Roso, ex-Minardi (um dos piores carros da história da F1), não é feito para qualquer um. Vale como um título.
2°) LEWIS HAMILTON: no segundo lugar do podium por ter sido campeão. Fez uma temporada de altos e baixos. Foi extremamente ousado em algumas situações (Bélgica e Japão) e muito conservador em outras (Interlagos). Cometeu erros, entre eles, o abalroamento em Raikkonen, no Canadá.
3º) FELIPE MASSA: reagiu muito bem ao início complicado, onde cometeu erros como aquele na Malásia (2º prova). Também, ele teve altos e baixos momentos, durante a temporada. Erros como em Silverstone e acertos como o da largada na Hungria. Amadureceu como nunca, durante o ano e foi prejudicado em alguns momentos pela equipe, sem reclamar.
4º) ROBERT KUBICA: o polonês conseguiu a sua primeira vitória, chegou a assumir a liderança do campeonato, até o GP Canadá, algo surpreendente. Lutou pelo título até o GP Japão. Outro feito. Não teve equipamento para buscar Hamilton e Massa.
5º) FERNANDO ALONSO: mostrou no final de campeonato o seu currículo de bicampeão. Fez andar a “carroça” da Renault. Um pena ter conseguido reagir tarde demais. Mesmo assim, contabilizou duas vitórias.
6º) NICK HIEDFELD: embora a badalação sobre seu companheiro de equipe (Kubica), o alemão fez um boa temporada (4 podiuns). Destaque especial para a cartada no GP Bélgica, quando parou na última volta para trocar os pneus e a tática quase deu certo.
7°) NICO ROSBERG: fez dois podium (Austrália/Cingapura), com uma Williams é muita coisa. Porém, precisa melhorar para não ser a eterna promessa, a exemplo de Trulli, Button e muitos outros.
8º) JARNO TRULLI: talvez, sua melhor temporada na F1. Apareceu bem nos treinos, dificultou muito as ultrapassagens dos concorrentes. Esteve freqüentemente entre os oito primeiros e chegou a um podium, na França.
9°) KIMI RAIKKONEN: desmotivado, porém, por ter vencido duas corridas e ajudado a Ferrari na reta final, merece ficar no grupo dos dez.
10º) TIMO GLOCK: fez, também, seu primeiro podium, na Hungria. Esteve bem, principalmente, no final do campeonato.

A lista e a justificativa estão à disposição para o amplo debate. Mas cabe, novamente, o registro que a escolha se baseia nas dezoito (18) provas realizadas na temporada. Não somente a última.

URUGUAIANA, 19 DE NOVEMBRO DE 2008.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

JUSTO

LISTA DOS MELHORES:

Aqui no BANDEIRADA, quase sempre, a lista dos melhores chega primeiro. Vou indicá-los, hoje, a justificativa vem na próxima semana: 1) Sebastian Vettel; 2) Lewis Hamilton; 3) Felipe Massa; 4) Robert Kubica; 5) Fernando Alonso; 6) Nick Hiedfeld; 7) Nico Rosberg; 8) Jarno Trulli; 9) Kimi Raikkonen; 10) Timo Glock.

DEZOITO:
A relação dos melhores leva em conta que a temporada tem dezoito provas (18) provas. Não se deixa levar pela emoção da última curva. É direito de o leitor opinar. Mas, não esqueçam disto. Analisei levando em conta os resultados, as possibilidades, as condições de cada uma nas suas equipes, condições dos carros que pilotaram durante a temporada toda, os erros cometidos. Cheguei ao meu resultado. Portanto, aqueles que não concordarem, basta fazer a sua lista.

LIÇÃO:
O próprio Felipe Massa mencionou que não perdeu o título na ultima curva. Perdeu no conjunto de dezoito corridas, onde ficou UM (01) pontinho só atrás do vencedor Lewis Hamilton.
PELO JUSTO:
Não gosto muito da história do “SE”. Porém, imaginando que Lewis Hamilton não tivesse ultrapassado Glock, na última corrida, teríamos Felipe Massa, campeão. Eles ficariam empatados com 97 pontos. O brasileiro seria campeão por ter conseguido uma vitória a mais do que o inglês (6x5). Porém, é importante lembrar que esta vitória a mais não seria só a conquistada no Brasil, na última prova.
A prova decisiva do campeonato, na verdade, seria o GP Bélgica, corrida na qual Lewis Hamilton foi o vencedor e, posteriormente, punido. Naquela oportunidade, a vitória foi tirada do inglês e entregue ao brasileiro Massa.
Assim, teríamos um campeonato decidido por um comissário, fiscal, que puniu (em minha opinião, injustamente) o inglês e, ainda, entregou a vitória para o nosso representante (grande e decisiva vantagem, no caso de empate entre ambos). Não seria justo o campeonato ser decidido assim. Principalmente, pela forte dúvida e/ou polêmica punição recebida pelo inglês. Para quem não lembra: Hamilton atalhou a chicane, devolveu a posição para Raikkonen e, logo a seguir, efetuou a ultrapassagem na curva seguinte, o que foi considerado irregular pelos fiscais. Este julgamento dos fiscais da Bélgica passaria a ser decisivo no campeonato. Mais importante do que as demais 18 provas.
O justo pelo justo: Lewis Hamilton.

URUGUAIANA, 11 DE NOVEMBRO DE 2008.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

REQUINTES

REQUINTES DE CRUELDADE:
Já vi isto, sim, no automobilismo. Já vi isto, sim, em filmes. Aqueles cujo roteiro deixa para resolver tudo nos últimos momentos. A história do GP Brasil teve todos os requintes: tensão, com a chuva da largada. Dúvida, sobre a estratégia a seguir. Perigo, nas condições da pista, no final. Expectativa, pois a poucos metros da chegada, ninguém sabia ao certo que venceria o campeonato. O roteiro perfeito de um filmaço. Mas, teve o seu lado cruel: com a torcida da arquibancada, com a equipe Ferrari e com a família e amigos de Felipe Massa. Mas... Para quem aprecia o automobilismo foi mais uma corrida sensacional. E um campeonato mundial inesquecível. Que vale um livro. Que vale um filme.

JUSTO:

Houve um grande equilíbrio na temporada. Entre Hamilton e Massa. Ambos mereciam o título. Porém, somente um deles poderia ficar com a “taça”. Foi justo. Lembro do episódio da Bélgica, quando tiraram a vitória do inglês, por ele ter “ousado” a ultrapassar. Ali, a FIA estabeleceu um equilíbrio que o campeonato já não tinha. Uso isto para fundamentar a minha opinião. Felipe Massa foi grande. Principalmente, no final do campeonato. Mas, o título, pelo episódio da Bélgica, ficou nas mãos certas.

CONSPIRAÇÃO:

Por favor, chega com a história de conspiração. Na última volta somente dois carros não tinham trocado os pneus para pista molhada. Estavam – portanto - com pneus para pista seca, com Interlagos chovendo. Eram eles ambos os pilotos da Toyotta, que resolveram arriscar ir até o final. Explico ainda, que Timo Glock somente estava na última volta em quarto lugar, pois não havia parado para trocar os pneus. Resumindo tempo de volta de Glock: 1.44.731. Tempo de volta de Trulli (seu companheiro de equipe e que estava nas mesmas condições): 1.44.800. Vejam, portanto, que Glock chegou até a andar mais rápido que Trulli, na última volta. Os dados podem ser coletados em vários sites e blogs de automobilismo e na própria página da FIA. Para finalizar: a Toyotta tem os seus compromissos com patrocinadores. Metas a cumprir durante a temporada. Jamais facilitaria a vida de uma concorrente, no caso a Mercedes-McLaren. Portanto, chega!!!!

CONSOLO:

O brasileiro entrou na onda do automobilismo, por força dos resultados de Felipe Massa. Por ter ele chegado ao Brasil com chances de ser campeão do mundo. Voltamos a dar importância a F1, pois tem brasileiro ganhando. Então, um lembrete: anotem as datas do calendário da próxima temporada em começa no final de março/2009 (28/29). E um detalhe: Felipe Massa amadureceu muito neste ano de 2008. Começou mal o campeonato, cometeu erros (Malásia), reagiu. Mostrou evolução no aspecto psicológico e se credenciou ao título do próximo ano.

ENTENDEM??
Pessoal que lê o BANDEIRADA, sabe do meu fanatismo por automobilismo de competição. Deixo de fazer qualquer coisa para assistir uma corrida, especialmente, as da F1. O final do GP Brasil, no domingo, é a prova definitiva que este fanatismo não é à toa. Entenderam porque gastei mais de MIL HORAS da minha vida, frente a uma televisão vendo provas da F1????

SAUDADES:

Serão quase cinco meses sem F1. Confesso! Já estou morrendo de saudades.

URUGUAIANA, 05 DE NOVEMBRO DE 2008.