quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

OS MELHORES DE 2010



OS MELHORES:

Já antecipei, na semana passada, os três melhores – na minha modesta opinião – porém, não justifiquei. Agora, vão os dez melhores e as minhas razões.

FERNANDO ALONSO:
Apensar do título merecido de
Sebastian Vettel, vamos considerar que ele teve o melhor carro da temporada. Disparado. Portanto, teve a sua tarefa facilitada, de algum modo. Por seu vez, apesar de todas as malandragens como a ultrapassagem na entrada dos boxs, na China e a inversão de posição da Alemanha, tenho que reconhecer que Fernando Alonso foi o protagonista do ano. Lutou com um carro que – no final – somente se classificou em terceiro lugar entre os construtores. Portanto, sequer era a segunda força. Mesmo assim, foi até a última prova liderando o campeonato. Perdeu no detalhe. Creio que – pelas suas condições – vez mais do que Sebastian Vettel. Daí, merece a minha escolha como o principal piloto do ano de 2010.

SEBASTIAN VETTEL:
O bom moço, tornou-se o campeão mais jovem da categoria. Teve muitos momentos de altos e baixos, durante a temporada. Poderia ter sido campeão bem antes não fossem alguns erros, como a batida em Weber, na Turquia; a batida em Button, em Spa. Teve ainda a punição, na Hungria, mas, nesta foi para ajudar Weber, a mando da equipe. Teve um final de temporada impecável. Venceu cinco corridas e foi o grande campeão.

ADRIAN NEWEY:
Simplesmente, o mago dos carros de outro planeta. Venceu tudo em 2010. Construtores e mundial de piloto. Não pilota, mas faz campeões.

LEWIS HAMILTON:
Em certo momento da temporada, carregou a
McLaren nas costas. Porém, pelo seu arrojo e pela sua grande vontade de vencer, acabou se atrapalhando. Mesmo assim, um dos destaques da temporada, pois não se resignou. Lutou sempre.

NICO ROSBERG:
Foi o melhor entre aqueles que não tem Red Bull, McLaren e Ferrari. Amassou Michael Schumacher.

ROBERT KUBICA:
Simplesmente, o polonês precisa de um melhor carro. Acho que as corridas passariam a ser mais interessantes.

MARK WEBER:
Mais pelas vitórias e por ter disputado o título até o final. Mas, quem sabe, tenha sido o maior perdedor em 2010. Provavelmente, não terá outra chance na vida de ser campeão.

DIETRICH MATESCHITZ:
Vou indicar outro não piloto. Mas, quem pensava que o austríaco magnata dos energéticos somente usaria a F1 como propaganda para sua bebida, enganou-se. Além de tudo, deu uma lição na Ferrari, dizendo que preferia perder o título a fazer jogo de equipe. Daí, foi um dos destaques de 2010.

RENAULT:
Outra que estava desacreditada com a retirada da equipe oficial em 2010. Porém, os motores franceses dominaram a F1, conquista dois títulos (construtores e pilotos) além de conquistar nove vitórias em dezenove provas.

JENSON BUTTON:
Pela menos, conseguiu duas vitórias e ajudou a McLaren a ser segunda no mundial de construtores. Ficou devendo para um campeão.
Está aí a lista. Aceito o contraponto. Podem usar o email: vmmaia@uol.com.br
Espero todos vocês.

domingo, 11 de abril de 2010

NEM TANTO:

Nem tanto Bahrein, nem tanto Austrália, eis a definição do GP Malásia. Tiveram-se as ultrapassagens que faltaram em Bahrein. Tiveram-se as mesmices de ver definida as cinco (05) primeiras posições, tão logo passada a segunda curva (Vettel, Weber, Rosberg, Kubica e Sutil). Porém, do sexto para baixo, tiveram-se variações, brigas e indefinições. Foi o lado bom do GP Malásia.

CIRCUNSTÂNCIAS:

A indefinição das posições do sexto para baixo foi ocasionada pela chuva de sábado. Com a inversão do grid, provocada pelos erros da Ferrari e McLaren, que obrigou seus pilotos a largarem no fundo do pelotão. Portanto, tudo que ocorreu de bom no GP Malásia foi circunstancial.

ARROJADO:

Quem é o piloto mais arrojado da atual F1? Aquele que não se entrega. Que luta e que consegue as ultrapassagens. Aquele que – quando larga atrás – busca insistentemente um lugar melhor, às vezes, sem se preocupar com os riscos. Na minha modesta opinião, o piloto mais arrojado do grid é Lewis Hamilton. Demonstrou isto nas três provas da temporada.

INCOERÊNCIA:

A mudança da pontuação para valorizar a vitória, acabou – após três corridas – beneficiando o mais regular. Tivemos três vencedores (Alonso, Button e Vettel), nenhum lidera. O líder da pontuação, Felipe Massa não venceu nenhuma. Não liderou sequer uma volta até agora na temporada. Mas, chegou duas vezes no podium.

SURPRESA:

O carro da Red Bull é o mais festejado das primeiras provas da atual temporada. Desenho do mago Adrian Newey. Porém, pelas atuações da Renault/Genii com Kubica deixam claro que o motor está afinado com o novo regulamento. Para quem não sabe, ambas usam o mesmo motor. Talvez, seja a grande surpresa até agora: os Renaults.

CARROÇA:

Enquanto isto, Barrichello diz que tem pilotado uma carroça. Se não medir as palavras, certamente que, em breve, vai continuar pilotando a sua carroça e seu companheiro de equipe, Nico Hulkenberg, pilotará uma Williams.

URUGUAIANA, 07 DE ABRIL DE 2010.

quinta-feira, 1 de abril de 2010



CORRIDAÇA:

Tirei o chapéu para o GP Austrália. Teve de tudo que precisa ter uma grande corrida de automóveis. Tudo. Chuva na largada, enrosco entre três campeões (Alonso, Hamilton e Schumacher). Estratégia de corrida de Button, que acabou premiada com a vitória. Novo problema na Renault/Red Bull do favorito Vettel. Teve várias e diversas ultrapassagens. Talvez, a pista e suas condições tenha sido decisiva para o grande espetáculo, mas foi a rendição da F1, em relação a chatice do GP anterior, realizado no Bahrein.

COMPARATIVO:

Incrível a diferença entre as duas corridas iniciais da temporada. No Bahrein, circuito criado pelo “especialista” Hermann Tilke, tivemos uma das provas mais chatas da história da categoria. Agora, num circuito comum, improvisado dentro de um parque, tivemos uma baita corrida. Assim, ao que parece, a tentativa de modernizar os circuitos pelo mundo a fora, não tem dado certo. Os novíssimos circuitos criados pelo engenheiro alemão não tem funcionado. Não tem emoção. São politicamente seguros, mas o espetáculo é apenas de natureza visual. Arquitetônico, como o caso de Abu Dhabi. Corrida, mesmo...Nada!

“S” DO SENNA:

Quando houve a alteração do circuito de Interlagos, o piloto Ayrton Senna deu a dica do “S” no final da reta. Pois bem! Hoje o lugar é privilegiado em termos de possibilitar ultrapassagens. Não é só na F1 que o ponto é especial. Ali se vê ultrapassagens em todas as categorias que competem. Talvez, a solução para os circuitos de Tilke seria consultar uma comissão de pilotos, para que ajam pontos de ultrapassagem que tragam emoção nas corridas.

MALÁSIA:

Malásia foi a primeira obra de Tilke. Talvez, a melhor delas em termos de ultrapassagens. É larga e tem um retão que termina em grampo. Vamos ver como a nova F1 se comporta nesta pista. É o teste.

PONTUAÇÃO:

Não estamos ainda habituados a nova pontuação. Mas, o campeonato está bem equilibrado após as duas primeiras corridas. Alonso, 37; Massa, 33 e Button, 31. Pouca diferença. Muitos pontos em jogo. Tudo pode acontecer. Até grandes reações. Vamos esperar. A próxima é domingo, na Malásia, na madrugada, cinco da manhã.

URUGUAIANA, 31 DE MARÇO DE 2010.

sexta-feira, 12 de março de 2010

RETORNO:

Nunca demorei tanto para retornar do recesso da F1. Justamente, no ano prodígio em novidades. Fatos que mereceriam uma atenção especial de minha parte. Mas, a minha nova ocupação tem “roubado” integral dedicação. Assim, deixei de comentar tempestivamente a volta da Michael Schumacher, um grande fato da F1 para 2010. O retorno da Mercedes, não mais como fornecedora de motores, mas como equipe, adquirindo a Brawn GP. Na chegada da Cosworth, que pode – através da Williams – ser a surpresa do campeonato. Teremos a estréia de novas equipes e novos pilotos brasileiros, aonde chegamos ao número de quatro (Massa, Barrichello, Di Grassi e Bruno Senna).
E temos a regra nova, com o fim do abastecimento. Mudou a pontuação e mexeram nos números. Todas as novidades que passarei a comentar, aqui, no espaço já tradicional, que ouso chamar de BANDEIRADA, afinal, o momento sublime do automobilismo.

CHEGADA:

Nenhuma noticia causou tanto “alvoroço” na mídia mundial e na mídia ligada ao automobilismo do que a chegada de Michael Schumacher na F1 e na novíssima Mercedes. Chegada não, retorno! Vários foram os questionamentos, principalmente, pelo fato do alemão ter parado quase quatro anos. Por voltar numa F1 bem diferente de sua época. Opinião: não esperem que ele chegue dominando tudo e conquistando a pontuação como aquela que conquistou em 2004, na imbatível Ferrari. Mas, considerem como uma das potencialidades na conquistas de importantes vitórias e, dependendo das demais equipes, disputar o título até o final. Mas, por óbvio, se nada conseguir, não poderá abalar a sua fantástica carreira na F1.

SURPRESAS:

Não creio que 2010 as equipes apresentem surpresas nas provas iniciais, como foi a Brawn GP em 2009, que chegou ganhando seis das sete primeiras provas. Acho que haverá muito equilíbrio. Especula-se que a Ferrari está à frente das demais. A McLaren também treinou bem. O desenho da Red Bull é revolucionário e tem – ainda – a Mercedes e a Williams, esta com os novos motores Cosworth, que tiveram o privilégio de serem desenvolvidos até o dia 01/03/2010, quanto os demais estão congelados já a dois anos.


BRIGAS INTERNAS:

Outro ponto importante de debate é a briga interna das equipes Ferrari e McLaren. Por óbvio, a Ferrari será dividida em duas fatias: a fatia de Felipe Massa e a fatia de Fernando Alonso. Só o tempo dirá qual a fatia do bolo será maior. Da mesma forma, a McLaren. Com dois campeões mundiais dividindo o mesmo espaço: Hamilton e Button. Uma guerra interna. Vamos esperar para ver que se dá melhor.

URUGUAIANA, 10 DE MARÇO DE 2010.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009



FERVENDO:


Embora a F1 esteja em férias, as noticias continuam fervendo e, a toda hora, novas revelações, novas contratações e novas expectativas. A “bomba” da semana foi à entrada da Mercedes, adquirindo a Brawn. De quebra, Jenson Button deixou Ross Brawn e aliou-se a Ron Denis, indo para McLaren, equipe agora subsidiária da Mercedes. Button contrariou a lógica e explicou que não foi valorizado na Brawn, após a conquista do campeonato, principalmente, alegando que correu quase de graça em 2009, para o espólio da Honda. Questões financeiras, portanto.

FINANCEIRAS:

Por questões financeiras, também, Kimi Raikkonen ficará – provavelmente – fora da temporada de 2010. Acontece que ele tem uma multa contratual para receber da Ferrari, cujo valor é superior as ofertas recebidas pelos demais pretendentes (McLaren e Mercedes). Assim, é mais vantajoso para o finlandês ficar fora da temporada e receber a multa da Ferrari. Poderá mudar de idéia, somente se surgir uma proposta melhor.

LUGAR SONHADO:

Um dos lugares privilegiados e desejados para 2010 é a vaga da Mercedes. Nico Rosberg já está garantido, porém, não creio que seja o primeiro piloto da nova equipe. A Mercedes correu atrás de Raikkonen, fala-se em Robert Kubica, sonda-se Vettel (teria a multa com a Red Bull). Mas, o sonho seria Michael Schumacher. Certamente, a equipe tentará alguém top de linha para empurrar os seus motores. É o lugar dos sonhos dos pilotos e lugar que gera a maior expectativa.

APOSTAS:

As casas de apostas européias apresentam o favoritismo de Lewis Hamilton para o título de 2010. Seguem pela ordem de preferências dos apostadores: Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Jenson Button. O brasileiro Felipe Massa aparece em quinto.

NOSSO KART:

Deixo as minhas felicitações a dois uruguaianenses que conquistaram resultados expressivos na final do gaúcho de kart, realizada em Passo Fundo, no último domingo: na categoria Pro-400, Light, a vitória foi de Diego Rossi Kleinubing. Na categoria Speed, Clecio Bortolazzo foi o terceiro. Cumprimentos do Bandeirada. O “The Doctor Rossi” tem uma carreira fulminante. Em seis meses de kart é campeão gaúcho.

URUGUAIANA, 25 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ENTRESSAFRA:

Nesta época do ano, para a F1. São as férias das pistas, da equipe de trabalho. Porém, muita agitação nos bastidores, com a montagem das equipes. Neste ano, em especial, as novidades correm a uma velocidade maior do que os próprios carros. O troca-troca é constante, talvez, como nunca antes visto.
Além da entrada de várias novas equipes, mudanças entre motores e montadoras. Saíram: Toyota, BMW, como já tinha saído a Honda. Mas, saudou-se a chegada definitiva da Mercedes, que – nesta semana – comprou a Brawn.
Entre os pilotos, Glock conseguiu uma das vagas na novata Manor. A outra pode ser de Luca di Grassi, o brasileiro, que também espera pela Renault. Barrichello foi para a Williams, com o atual campeão da GP2, Nico Hulkeberg.
Mas, a mais bombástica noticia da entressafra é a contratação de Jenson Button pela McLaren. Os ingleses terão dois campeões e continuarão exibindo o número UM em seus carros. Por esta, ninguém esperava.

MERCEDES:

A Mercedes revive as “flechas-de-prata” adquirindo a Brawn. Terá Nico Rosberg e busca um piloto de ponta para o primeiro carro. Principalmente, depois de perder Button para a McLaren. Fala-se até na busca de Michael Schumacher, o que seria um investimento de muitos milhões de euros. Mais fácil, mais econômico e mais recomendável é trazer o finlandês Kimi Raikkonen.

MOTOR:

Como já mencionei, Barrichello vai para a Williams. Dependerá da força do motor (novíssimo) Cosworth. É bom lembrar que enquanto todos os motores estão “gelados” em seu desenvolvimento, a velha nova marca continua desenvolvendo o seu propulsor. Isto, pode constituir vantagem. As informações são que o motor é bom, durável, mas beberrão.

OS OUTROS:

Felipe Massa terá a incomoda concorrência de Fernando Alonso na Ferrari. Bruno Senna estará na Campos, mas ainda não anunciado o seu companheiro. Di Grassi pode ser da Manor ou da Renault. Até Nelson Ângelo Piquet poderá arrumar um lugar na Force Índia. Esperemos, então.

URUGUAIANA, 18 DE NOVEMBRO DE 2009.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009




OS TOPS DEZ:

Na semana passada apresentei a minha lista dos dez melhores da temporada da F1. Sempre a primeira lista publicada. Pois hoje, justifico a escolha:

1º) ROSS BRAWN: pela primeira vez, o lugar principal não ficou com um piloto. Porém, a escolha é plenamente justificada, já que Ross Brawn entrou na temporada com o espólio da Honda, equipe que nos últimos anos vinha de fiascos, ocupando as últimas posições. Criou o revolucionário difusor duplo, que acabou decidindo o campeonato para seu time e seu piloto. Acreditou em dois pilotos que, também, não vinham tendo destaques: Jenson Button e Rubens Barrichello. O carro fez ambos ocuparem as principais posições durante toda a temporada. Por Brawn ter feito o carro e feito seus pilotos vencedores, se tornou mais importante personagem da temporada.

2º) ADRIAN NEWEY: De igual forma, o “mago” da engenharia da F1, conseguiu fazer da Red Bull, com o fraco motor na Renault, uma equipe vencedora. Equilibrou um campeonato que parecia ser todo da Brawn.

3º) JENSON BUTTON: pelas seis vitórias e o título aproveitando-se de ter o melhor carro da primeira metade do campeonato.

4º) SEBASTIAN VETTEL: saiu atrás na disputa pelos erros cometidos no inicio da temporada. Inclusive, desperdiçou pontos importantes como no GP da Austrália (bateu com Kubica). Mas, na segunda metade abalou o domínio da Brawn. Conseguiu vitórias importantes.

5º) LEWIS HAMILTON: literalmente, carregou o McLaren nas costas. Por isto, merece o quinto lugar.

6º) RUBENS BARRICHELLO: de mérito as duas vitórias na temporada e 100ª do Brasil na categoria. Consolidou a fama de segundo piloto. Mesmo com o carro mais eficiente da temporada, não conseguiu chegar ao vice-campeonato.

7º) MARK WEBER: duas vitorias, suas primeiras na categoria. Em certo momento, chegou a assustar o prestigio de Vettel na Red Bull. Mas, depois, voltou a sua realidade.

8º) NICO ROSBERG: leão de treino. Foi o destaque das sextas-feiras em quase todos os GPS. Além disto, conseguiu conduzir bem a fraca Williams em vários GPS. De quebra, parece ter conseguido um time de primeira linha para 2010.

9º) KIMI RAIKKONEN: da mesma forma que Lewis Hamilton carregou a McLaren, Kimi carregou a Ferrari. Principalmente, depois do acidente de Felipe Massa. Provavelmente, não estará nas pistas em 2010. O que é lamentável, pois trata-se de um ex-campeão.

10º) SEBASTIAN BUEMI: confesso que fiquei entre o suíço e o alemão Timo Glock. Mas, acabei escolhendo Buemi, pois pilotou uma das carroças da F1. Ao que parece, tem talento para progredir.

Bom pessoal! Aceito criticas. E elogios, também, é claro! Pensem na lista de vocês e mandem seus comentários. (vmmaia@uol.com.br)


URUGUAIANA, 11 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



TEMORES:

Se o meu leitor verificar nos textos anteriores (www.blogbandeirada.blogspot.com) poderão verificar a minha insistência em mencionar que a Toyotta não estava garantida na F1 em 2010. Dito e feito! Os japoneses, alegando a crise, desistiram. Abandonaram a F1. Acertei na mosca, infelizmente! Acertei, mas lamento profundamente. É mais uma montadora que sai. Por enquanto, são três desistentes (Honda, BMW e Toyotta). Mais temores em relação ao futuro da própria F1. A Renault manifesta a vontade de seguir o mesmo caminho. A Bridgestone anunciou que em 2011, não mais fornecerá seus pneus. Sequer alguma fornecedora se dispôs a investir na F1. A situação é grave! Temerosa para o futuro da principal categoria do automobilismo mundial. Nunca vi situação igual.

DESCOMPROMETIMENTO:

A palavra chave da nova crise da F1 é o descomprometimento. As montadoras chegaram tomaram conta da categoria. Impuseram regras, acabaram com os velhos garagistas. Porém, nunca assumiram o compromisso com a categoria. Nos primeiros insucessos, desagrados ou crise, levando seu acampamento e vão “cantar” em outra freguesia.

FIM:

Domingo tivemos a última etapa do conturbado ano de 2009. Vitória e vice-campeonato para Sebastian Vettel. Sobrou o terceiro lugar para Rubens Barrichello. Corrida agora só em 14 de março de 2010. Com uma nova F1. Com novas equipes, novas regras, novos pilotos.


AS TRÊS:

As novas pistas de rua da F1 não aprovaram. Valência, Cingapura e Abu Dahbi (esta um misto de circuito e rua). As três corridas mais chatas da temporada. Simplesmente, horrível. Salva-se em tudo o belíssimo visual. Todos tentando imitar o charme e o glamour de Monte Carlo. Mas, não sei se para a F1 é interessante.

OS MELHORES:

Sempre a coluna BANDEIRADA é a primeira a fazer sua seleção dos melhores da temporada. Este ano, inovei. O melhor não foi piloto. A lista segue. A justificativa de cada um dos selecionados farei na próxima semana. Vocês fiquem a vontade para concordar, opinar e discordar. Via lá a lista:

1º) Ross Brawn; 2º) Andrian Newey; 3º) Jenson Button; 4º) Sebastian Vettel; 5º) Lewis Hamilton; 6º) Rubens Barrichello; 7°) Mark Weber; 8º) Nico Rosberg; 9º) Kimi Raikkonen; 10º) Sebastian Buemi.
URUGUAIANA, 04 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



RUA:

Mais uma prova em pista de rua. Agora, a última da temporada, ocorre em Abu Dhabi. Ao exemplo de Valência, uma tentativa de uma “nova” Monte Carlo. Ninguém conhece a pista, ainda. Tem duas grandes retas e trechos mistos. E o privilégio de ser a última corrida do calendário. As equipes chegam lá descomprometidas, já que os dois principais resultados são conhecidos: Jenson Button é o novo campeão, e a Brawn GP a vencedora entre os construtores. A prova vale para os pilotos que não renovaram contrato, mostrarem serviço. É a última chance de arrumar um lugar para 2010.

AS TROCAS:

Aumentam a cada dia as informações sobre as trocas de equipes e pilotos para 2010. Tem até campeão sem emprego: Kimi Raikkonen. Definida entre as grandes somente a Ferrari que vai de Fernando Alonso e Felipe Massa. A McLaren ainda tem dúvida de quem será o companheiro de Lewis Hamilton. A Brawn provavelmente terá o campeão Jenson Button e o apoio fortíssimo da Mercedes. Há muitas vagas disponíveis, principalmente, nas novas equipes que não definiram seus pilotos.

PACTOS:

Se existe um pacto pouco democrático, este é o da “concórdia” que domina na F1. Cada alteração ou decisão terá que ter unanimidade. Falo nisto, pois é incompreensível que não seja liberada a participação da Sauber, no espólio da BMW, em 2010. Tudo porque Frank Williams velou. O veto sozinho de uma equipe pode atrapalhar um bom projeto. Atitude pouco aceitável numa categoria que perdeu muito prestigia com seus escândalos, o abandono de montadoras e mudanças constantes de regulamento.

AMEAÇAS;

Enquanto a Williams veta a Sauber, a Renault dá mostras de que ficará somente fornecendo motores. Quer sair da F1. Sair como saíram: Honda e BWM. Como a Toyotta sairá...

URUGUAIANA, 28 DE OUTUBRO DE 2009.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

DOUTRINAÇÃO GLOBAL:

Muitas pessoas que conheço deixaram de acompanhar automobilismo, quando da morte do Ayrton Senna, em maio de 1994. Não estavam ali, portanto, por gostarem de corridas de carro. Mas, pelo sentimento de “patriotismo” criado e elevado pela força da grande mídia nacional.
Era uma época em que o futebol estava em baixa e o “automobilismo” - com os títulos e as vitórias de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna – passou a gerar um grande interesse financeiro para a “grande” mídia.
Deste trio de ouro do nosso automobilismo, quem melhor se adaptou as exigências globais foi justamente Ayrton Senna. Virou um ídolo, quase que intocável, até hoje; principalmente, perante aquelas pessoas que acompanhavam o automobilismo por ocasião de termos um brasileiro vencendo. Insisto: pessoas que nada sabiam e nada sabem sobre esporte a motor.
Após este período, veio o mais grave! A “grande mídia” que praticamente doutrinou o “torcedor” brasileiro, incutindo os efeitos de Ayrton Senna, para não perder a gorda fatia de seus patrocinadores, passou a buscar um substituto. Um novo ídolo. Um novo herói para o automobilismo global.
Nosso último título correu em 1991. De lá para cá, a busca de um novo herói é constante. O primeiro deles foi Rubens Barrichello. Depois Felipe Massa. Nenhum deles atingiu o objetivo esperado, muito embora, as tentativas quase que desesperadas da grande mídia de fazê-los campeões. Muitas vezes, criando teorias conspiratórias como forma de proteção aos nossos pilotos.
No último sábado, após a conquista da “pole position”, por Rubens Barrichello, mais uma vez, o país foi contaminado por uma propaganda e uma euforia de que somos os melhores do mundo no automobilismo.
No domingo, veio à cruel e verdadeira verdade... Não se forja ídolos.

URUGUAIANA, 21 DE OUTUBRO DE 2009.



ABÓBORA:

A abóbora virou definitivamente uma carruagem. A gata borralheira saiu às pressas, quase ao apagar das luzes, do início da temporada da F1. Fez um novo campeão: Jenson Button. Fez um novo campeão de construtores: Brawn GP. De quebra, ainda conseguiu oito vitórias em 2009, metade das possíveis. Ninguém, em sã consciência, acreditaria neste feito. Nunca uma equipe novíssima tinha chegado à principal categoria do automobilismo mundial e surpreendido tanto.
Pouco dinheiro, muita criatividade, ótimos engenheiros e bons pilotos. E um estrategista. Segredos da vitória, dos títulos. Da surpresa.

HARAKIRI:

A Honda passou vários anos na F1. Investiu, sem limites. Nunca chegou perto do objetivo traçado. Veio a crise e uma saída “estratégica”. Uma desculpa para o seu fracasso. Deixou a espólio, quase na bancarrota. A abóbora transformou-se em carruagem. O que era para ser da Honda, foi para a Brawn. Hoje, aqueles que não acreditaram no projeto devem estar pensando no harakiri...

RECEITA:

A receita da Brawn GP para conquistar os dois títulos: duplo difusor traseiro. Foi o que desequilibrou a temporada até a sua metade. Oportunidade em que, tanto a equipe, como seu piloto abriram grande vantagem na tabela. Até os outros descobrirem o segredo.

CRIATIVIDADE:

O duplo difusor, decisivo na temporada, foi à arma da Brawn. Da prancheta de Adrian Newey surgiu o concorrente maior: Red Bull. As grandes favoritas ficaram para trás: Ferrari, McLaren, BMW e Renault. O mais incrível disto é que, Brawn e Red Bull, correram com motores Mercedes e Renault, respectivamente, e conquistaram mais destaques do que as equipes oficiais. Prova cabal da importância de um bom projeto. Da criatividade.

MALDADE:

Dizia o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, daí é que não sai nada.” . Vocês sabem bem ao que me refiro...



URUGUAIANA, 21 DE OUTUBRO DE 2009.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ÁGUAS DE MARÇO:

O GP Brasil era realizado no início da temporada da F1. As equipes ainda se aprontando para enfrentar o campeonato. As águas de março quase sempre eram despejadas sobre o nosso GP. A manutenção no calendário obrigou a mudança para o final, outubro/novembro, quando chove menos. Ganhamos o privilégio de decidir os últimos quatro campeonatos. De revelar novos campeões da F1, aqui, em Interlagos. Neste domingo, a prova não será tão decisiva como as dos últimos anos, porém, temos a chance de coroar o primeiro título de Jenson Button, embora a torcida brasileira deva “secar” o inglês, já que ainda tem chances na tabela o piloto da casa, Rubens Barrichello. Se decidido o título aqui empataremos com o Japão, lugar predestinado a formar campeões na F1.

CHANCES:

Para Jenson Button conquistar seu primeiro título basta-lhe subir ao podium. Em qualquer posição. Independentemente dos seus adversários: Barrichello e Vettel. Porém, a tarefa não será das mais fáceis, já que – na última parte do campeonato – o inglês não anda conseguindo mais do que um sexto lugar. Porém, é fundamental para os pretendentes a vitória. Nada mais interessa para Barrichello e Vettel.

MOMENTO:

No atual momento, quem tem mais chances de conquistar a vitória entre os pretendentes ao título é Sebastian Vettel. Vem de vitória no Japão, através um ótimo momento no campeonato e pode dificultar as coisas para a dupla da Brawn GP. Porém, todos eles terão adversários fortíssimos para a vitória no GP Brasil. Entre eles: Lewis Hamilton e Kiki Raikkonen.

UM:

O número UM é importante na F1. Principalmente, como estratégia de marketing. Para a Brawn GP é importante carregar em 2010, sua segunda temporada, o numero um e o campeão. Assim, se Rubens Barrichello realmente assinou com a Williams, certamente, não terá mais chances em 2009. É a lógica. Levo em conta que a Brawn ainda não tem um patrocinador forte para 2010 e as questões financeiras atrapalharam o desenvolvimento até em 2009, imaginem em 2010, sem dinheiro. Portanto, ter o campeão e o número UM pode significar vantagem na negociação de um grande patrocinador.

HABITAT:

Chuva, barro, falta de energia elétrica, não tiraram o brilho da última etapa do Kart Oeste. Ótimos pegas, bom público, novos campeões. Na foto, apareço no meu “habitat natural”.

URUGUAIANA, 14 DE OUTUBRO DE 2009.


FINAL DO KART – 2009

A festa começou com uma inédita carreata no sábado pela manhã, quando os kartistas desfilaram pelo asfalto das ruas do centro de Uruguaiana.
No domingo, a chuva torrencial, a inundação da pista, a falta de energia elétrica, não foram obstáculos para tirar o brilho da última etapa do KART OESTE 2009, no domingo, no Kart Internacional de Uruguaiana, localizado no Aeroclube.
A grande final do campeonato teve 26 karts, belíssimos “pegas”, bom público apesar do mau tempo e no final consagrou novos campeões nas três categorias.
Na categoria PRO-400: as duas baterias foram vencidas por Renato Reschke, que acabou, também, ficando com o título. Na categoria Speed “B”, ambas as baterias foram vencidas pelo são-borjense José Bola de Paula, que levou o título da categoria. Na Speed “A” as baterias foram vencidas pelo kartista Jonas Simon, de Venâncio Aires, mas o título ficou para o uruguaianense Clécio Bortolazzo.
A direção da prova coube a Bruno Briekoff e Edson Ricardo Trojan.

À noite a Associação Uruguaianense de Automobilismo recebeu kartistas, familiares e convidados para um jantar de entrega da premiação, realizado no Martin Pescador. Na oportunidade, foi exibido em telão, imagens da história do kart de Uruguaiana, sendo que usaram da palavra o Presidente Fabiano Piconi e o desportista Vicente Majó da Maia que contou a História do nascimento do Kartismo em Uruguaiana.
Receberam premiação especial os kartistas: Diego Kleinubing, revelação da temporada. A equipe Hotel Mainardi e o kartista Rodrigo Rosina.
A classificação final das categorias segue:

PRÓ 400:
1º) Renato RESCHKE, 65 PTS; 2º) José Armigliatto, 62 pts; 3º) José “bola” de Paula, 45; 4º) Diego Kleinubing, 37 pts e 5º) Jonas Simon, 33.
SPEED “B”:
1°) José “Bola” de Paula, 82 pts; 2º) Rodrigo Rosina, 71; 3º) Elísio Schimitt, 47;
SPEED “A”:
1º) Clécio Bortolazzo, 66 pts; 2º) Anderson Rocha, 59; 3º) José “Bola” de Paula, 58; 4º) Jonas Simon, 44.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009



DECIDIDO:

Faltando três provas para o termino do campeonato, dou a coisa como decidida. Teremos um novo inglês campeão do mundo: Jenson Button. Ninguém apostou nele no inicio da temporada, onde as “fichas” estavam depositadas em Felipe Massa, Lewis Hamilton e Robert Kubica. O resultado do GP Cingapura sacramentou o título do inglês. A vantagem em relação ao seu companheiro de equipe aumentou. De quebra, vem a noticia de que Barrichello não ficará na Brawn GP em 2010. Isto, deixa claro que as atenções serão exclusivamente ao título de Jenson Button de forma a manter o número um na equipe que terá apoio financeiro da Mercedes na próxima temporada.

INUSITADO:

Claro que uma reviravolta é matematicamente possível. Porém, improvável que Barrichello e Vettel consigam descontar em três a vantagem conseguida por Button. Tem gente que lembra a reação de Raikkonen, em 2007. Porém, hoje, posso ter dúvidas em relação à saída de pista de Hamilton, na entrada do box na China e do engate do “ponto-morto” após a largada no Brasil. Fatos que acabaram permitindo o título do finlandês. Depois da espionagem da McLaren, do muro de Cingapura, passei a acreditar em bruxas...

RUAS:

As corridas nas novas pistas de rua do calendário não agradam. Nem Valência e nem Cingapura. Muitos muros, telas de proteção, carrossel, sem pontos de ultrapassagens. A corrida de domingo foi das mais chatas do ano. Sobrou apenas o visual das imagens de cima da iluminada Marina Bay.

OSSO DURO:

Agora é definitivo! Fernando Alonso na Ferrari. Osso muito duro de roer para Felipe Massa. Talvez, o maior perdedor de 2009. Não se deu bem numa temporada que entrou como favorito. Sofreu acidente. Agora, vê seu espaço ser dividido com um bicampeão, cuja fama e o retrospecto todos conhecem...

JAPÃO:

O campeonato pode ser decidido no Japão. Basta que Button marque cinco pontos a mais que Barrichello. Pouco provável, mas possível. Se o campeonato fosse decidido pelo critério medalhas, já teríamos um novo campeão. Com as seis conquistadas até agora pelo inglês, não perderia mais o campeonato. A prova é na madrugada. Volta a Suzuka.

PALPITE:

O campeonato acaba no Brasil. Vitória de Barrichello e título para Jenson Button. Todos felizes para sempre....

URUGUAIANA, 30 DE SETEMBRO D3 2009.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

OS INTERESSES:

Na última semana, neste mesmo espaço, antecipei que – em nome dos interesses – a Renault não seria punida pelo episódio de Cingapura. Dito e feito. A sentença é apenas justificativa, não punitiva. Sobrou para quem deveria sobrar, no caso, Flávio Briatore. Expulso, por definitivo, da categoria. A imprensa segue fazendo estardalhaços com a matéria. E, nós, no processo de esquecimento do assunto. Para confirmar toda a minha razão no texto anterior, basta que – breve – seja anunciado o novo lugar de Nelson Ângelo Piquet na F1.

EXPURGADO:

Muita coisa levou a FIA, proteger Nelson Ângelo, punir não punindo a Renault. O alvo era somente Flávio Briatore, cujo passado e presente aborrecia por demais os principais dirigentes da categoria (leia-se: Mosley/Ecclestone). Aproveitaram a chance para se livrar do desafeto. Custe o que custar, estão livres.

ESCÂNDALOS:

De uns tempos para cá, a F1 se vê envolvida numa interminável série de escândalos. Certamente, que na sua história de 60 anos, muita coisa escabrosa ocorreu, porém, sem que ficássemos sabendo. De uma hora para outra vieram várias revelações: a espionagem da McLaren, o vídeo pornô do dirigente máximo da categoria. Agora, o muro de Cingapura. Numa época de crise mundial, isto – querendo ou não – acaba abalando fortemente a imagem da categoria. Afugentando patrocinadores que não querem ver seus produtos expostos em escândalos. A F1, caríssima, precisa urgentemente zelar para sua credibilidade. Caso contrário, o seu risco é sério.

CALENDÁRIO:

Saiu o calendário de 2010. Teremos 19 corridas. Ótimo. Quanto mais, melhor para quem gosta. Para quem escreve. Para quem comenta. Teremos muito assunto em 2010. Estão confirmadas, por exemplo, quatro novas equipes: US F1, Manor, Campos e, por último, mais recentemente, a Lótus. Sai a BMW e, por sair outra montadora. Muda muita coisa na F1 2010.

CINGAPURA:

Em meio aos escândalos, teremos o seguimento da temporada de 2009, neste final de semana, justamente em Cingapura. Prova à noite. Circuito de rua. Iluminado artificialmente. Particularmente, não gostei do circuito, embora a corrida tenha sido interessante, justamente, por força da batida de Nelson Ângelo. E da mangueira de combustível que Felipe Massa carregou por toda a área de box. A prova será muito importante para a definição do campeonato. Previsão de chuva que complica ainda mais o quadro. Principalmente, pois os três pretendentes: Button. Barrichello e Vettel, são bons de chuva.

URUGUAIANA, 22 DE SETEMBRO DE 2009.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

OS SANTOS:

Realmente, não sei mais o que pensar do esporte que amo! São trinta e sete (37) anos acompanhando ininterruptamente todas as provas de F1. Quase 600 provas (completo no Japão). Já vi de tudo! Gente batendo para garantir título, várias vezes. Gente batendo por vingança. Gente burlando o regulamento. Outros espionando e copiando a criação alheia. Vi gente entregando vitória, por contrato. E mais esta – agora – gente sem jogando no muro para ficar na F1. Todos com uma desculpa pronta. Na ponta de língua para justificar suas atitudes, muitas vezes, com a complacência dos dirigentes, da imprensa e, principalmente, do torcedor, aquele que enxerga com os olhos do coração.
Não vejo comportamento ético em nenhum deles. Não vou minimiza nenhuma das atitudes tomadas contra o esporte. E não vou cria nenhuma hierarquia de pesos. Nenhum é santo. O peso de suas atitudes são todas iguais. Não se pune o crime pela quantidade, mas pelo ato. E, nestes casos da F1, os próprios dirigentes são coniventes, pois – em nome dos INTERESSES – passam a “mão” na ética e não punem exemplarmente nenhum infrator.
De outro lado, a imprensa, também por seus interesses, forja ídolos, santos intocáveis, maximizando seus feitos e minimizando seus erros. Tem sua parcela de culpa nesta história toda.
Enfim, passados 600 GPs, firmo a convicção de que não há santos no automobilismo. Não adianta insistir. Nossos ídolos são todos – sem exceção – de barro.

OS INTERESSES (I):
Querem saber como vai acabar a história do muro de Cingapura? A FIA tem interesse na continuidade de Renault na F1. Sua saída é perda certa. Portanto, não haverá punição. Piquet é um sobrenome de prestigio dentro da categoria. Três títulos mundiais. Certamente, tem um lugar reservado para ele em uma das equipes que estarão no grid em 2010. A imprensa caberá fazer muito estardalhaço em cima da matéria. Nós vamos esquecer tudo, como esquecemos as outras vezes...


OS INTERESSES (II):

Que mundo é este? Na política é um escândalo atrás do outro. No comércio, uma ganância maior do que a outra. No Esporte são fraudes aos resultados. Em quase todas as modalidades. Por trás de tudo: interesses. Este é o nosso mundo. O mundo dos interesses.

MONZA:

Em meio a tudo isto, tivemos o GP Monza. Nova vitória do Rubens Barrichello. A segunda no ano. E chegou à frente de seu companheiro de equipe Jenson Button. Ora vejam!! Não foi orientado a ceder à posição... Ainda sonha com o título, até que chegue a ordem superior.


DIFUSORES:

O polêmico difusor traseiro da Brawn GP desequilibrou o campeonato no seu início. Legalidade, no mínimo discutível. Abriu pontuação na tabela. Praticamente, título definido para um de seus pilotos. Mundial de construtores nas mãos. Ninguém mais fala no assunto. Com também, breve, ninguém mais lembrará o muro de Cingapura. Tudo em nome do esporte. Tudo em nome dos INTERESSES.

URUGUAIANA, 16 DE SETEMBRO DE 2009.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009



ESPÍRITO ESPORTIVO – VICENTE MAJÓ DA MAIAvmmaia@uol.com.br

ORIGEM DO NOSSO KART:

No início de maio de 1988, houve um encontro na “Balança” (*1*), em Uruguaiana, que acabou – mesmo sem querer – sendo o marco do kartismo. Estávamos no auge da guerra Piquet/Senna (mais Prost e Mansell), na F1. O automobilismo dominava a mídia esportiva do país, o futebol vinha de fracassos quatro copas do mundo.
Por aqui, a nossa vontade de ser piloto era latente. Foi quando o Augusto Azevedo, descobriu um kart em Caxias do Sul e trouxe para nossa cidade. No nosso primeiro encontro, portanto, tínhamos um só kart, três pilotos (Augusto Azevedo, Jô Fagundes e Vicente Majó da Maia), quando tentamos realizar a primeira prova. O pobre motorzinho não agüentou as nossas diabruras. Não agüentou a nossa ânsia de ser piloto na vida! Quebrou e nem bem chegava o meio da tarde...
A nossa frustração acabou sendo o porta-voz e a onda de propagação do feito. Em todas as rodas de amigos que chegamos depois deste dia, fazíamos absoluta questão de mostrar a nossa satisfação por ter pilotado. Nosso exibimento. E isto acabou criando uma imensa curiosidade entre os nossos amigos.
Não sei bem se isto acabando sendo definitivo, mas o certo é que tempos depois, começaram a surgir novos karts, novos pilotos e o lugar escolhido para a nova aventura foi exatamente a “balança”.
No início da década de 90, chegaram novos carrinhos, mais modernos, trazidos pelo Frederico Antunes e Ricardo Tramunt. Mas passaram a participar as famílias: Silva, Scelzo, Tellechea, Reschke, Trojan, Gattiboni, Martini, Greco entre outros vários (E Azevedo, Fagundes e da Maia, por óbvio). Virou moda! (*2*)
A BR-290 era invadida nas tardes de domingo por milhares de carros que ficavam estacionados nos arredores da “balança”. Não demorou muito para a proibição. O órgão Federal responsável pela área, não permitiu mais a nossa pilotagem no lugar. Indiretamente acabou firmando a nossa posição de que tínhamos que construir o kartódromo.
Criamos em junho de 1990, a Associação Uruguaianense de Automobilismo. Era a entidade que assumiria a construção do kartódromo.
Enquanto isto, o circo foi montado na frente do Parcão. Para os primeiros treinamentos, criamos um oval. Depois, veio a Pampeana, do Paulo Santana, e propôs a realização do PEGA DE KART PAMPEANA FM, em quatro etapas. Tudo isto na metade final do ano 1991. O nosso “novo” circuito tinha, entre outras atrações, a subida na Rodoviária, onde eram localizados os Box. Diria que é possível esquecer, descrever, o que aconteceu em nossas vidas, durante das quatro etapas. Chego a me arrepiar só de lembrar. Desfilavam nas nossas ruas, frente ao Parcão, mais de 120 karts, distribuídos em várias categorias. Uma verdadeira loucura! Até o maciço público que prestigiava os “Pegas” nunca mais esqueceu aqui. Foi um momento extraordinário. Marcou a nossa existência, nossa geração e também a história de Uruguaiana.
O kartódromo chegou em agosto de 1992. A prova inaugura duas horas de duração. Pleno sucesso. Mas, isto, é outra história...

(*1*) BALANÇA, lugar de pesagem de caminhões nunca usada que fica na BR-290 a pouco mais de 15 quilômetros da cidade.
(*2*) Certamente, a minha memória deixou de fora alguém importante. Desculpas!

APROVEITO PARA PEDIR AJUDA PARA RESGATAR A HISTÓRIA E AS ESTÓRIAS, DO NOSSO KARTISMO, QUE MUDOU AS NOSSAS VIDAS (vmmaia@uol.com.br).

URUGUAIANA, 09 DE SETEMBRO DE 2009.



TEMPLO DE MONZA:


Saímos duas semanas atrás do Templo de Spa-Francorchamps e chegamos ao Templo de Monza, na Itália. Ambas provas de alta velocidade, cujos resultados quase sempre imprevisíveis. Principalmente, quando se tem equilíbrio entre os carros, caso desta temporada de 2009, em especial.
Mas, a prova de Monza será importantíssima para a definição do campeonato. Depois dela, somente falarão quatro provas. Portanto, é fundamental um bom resultado para os três pilotos (Barrichello, Vettel e Weber) que querem tirar o título de Jenson Button.

CÀLCULOS:

Especulasse que Jenson Button perdeu rendimento e que está com o seu título comprometido, face aos cinco últimos resultados, quando conseguiu somente 11 pontos. Nas mesmas seis, Barrichello conseguiu 21. Vettel fez 24. Weber, também, 24. Como Button tem 16 pontos de vantagem, bastaria a ele repetir mais 11 pontos nas próximas cinco provas, desde que os outros não melhorem muito os seus desempenhos. Portanto, não é só Button que precisa melhorar. Os pretendentes, também. E diga-se que a missão está mais complicada, agora, pois outros pilotos estão “roubando” pontos importantes nas últimas cinco corridas. Entre eles dois em especial: Lewis Hamilton (18) e Kimi Raikkonen, que fez mais pontos entre todos nos últimos cinco GPs: 25.

MOTORES:

Faltando cinco provas, os pilotos da Red Bull já utilizaram sete dos oito motores disponíveis. Isto pode ser um fator importante na definição do campeonato. Principalmente, levando-se em conta que – Monza – é circuito de alta velocidade e exige muito de motores e freios. Creio que pelo menos um de seus pilotos deverá usar o nono motor e perder dez (10) posições num dos grids até o final.
Porém, tem mais gente nesta situação. Ter que usar o nono motor e perder posições no grid.

TROCAS:

Discutem-se muito as trocas. Parece certo que a Ferrari vai assumir a bronca Fernando Alonso. Há briga por Rosberg. Tem a dupla da BMW desempregada. Três novas equipes definindo. Portanto, muitas serão as novidades para 2010.

KART AQUI:

No domingo tivemos a terceira etapa da Copa Kart Oeste 2009. Grid cheio, colorido, gente jovem reunida. Mostrando que o movimento voltou com muita força. Agora, estamos preparando a última etapa, em 11/outubro, quando – certamente – teremos pista e arquibancada locadas.

URUGUAIANA, 09 DE SETEMBRO DE 2009.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009



PEDIDO DO CHEFE:

Muitas vezes, vimos na F1, contratos obrigando pilotos a cederem posição, por ordem da equipe. Às vezes, até sem eles. Felipe Massa, por exemplo, teve que ceder a vitória no GP Brasil de 2007, para que seu companheiro Kimi Raikkonen fosse campeão. Ayrton Senna, a pedido da equipe, cedeu a vitória no GP Japão, em 1991, para seu fiel escudeiro Gerard Berger. Já Rubens Barrichello, inexplicavelmente, teve que ceder a vitória no GP da Áustria, em 2004, para o alemão Michael Schumacher. Este o maior exemplo da força do contrato.
Mas, quero chegar ao episódio de Cingapura/2008. Questionar o leitor: Seria possível alguém jogar-se ao encontro de um muro, a mais de 100 quilômetros por hora para atender um pedido do chefe?

NÃO CREIO:

Pensem! Entregar uma vitória por força de contrato não é uma atitude esportiva. Mas, poderia ser compreensível. Fere a ética do esporte. Porém, cumprem-se questões contratuais. Mas, jogar-se contra um muro... Não creio ser possível.

O FIM:

Não quero imaginar que alguém possa fazer isto com o esporte que me dedico, acompanho e amo. Seria o fim...

SPA:

Como sempre, Spa teve um GP dos bons. Surpresas, ultrapassagens, acidentes, coisas que deixam interessante as corridas. Não pode ficar fora do calendário nunca. Raikkonen, especialista neste circuito, venceu. O “velho” Fisichella surpreendeu. Vettel aproveitou para superar o seu companheiro Weber e manter as esperanças de título. Quem desperdiçou a chance foi Barrichello. Poderia ter sido melhor...


TÍTULO:

Muito se especula sobre o rendimento de Jenson Button nas últimas provas. Com a diferença na tabela diminuindo para 16 pontos em relação a Barrichello e 19 em relação à Vettel. Estamos a cinco prova do final do campeonato. Vejo a posição de Button como tranqüila. Creio que o seu principal adversário é Vettel. Não acredito que a equipe Brawn vá permitir uma disputa forte entre seus pilotos, até porque já deu mostras claras de que Button é o número um. Não creio que Vettel e a Red Bull tenham força e sorte (precisariam muito dela) para reverter 19 pontos em cinco provas. Mas... Esperemos então.

KART:

Tem KART aqui, domingo. Terceira etapa do citadino/2009, organizado pela Associação Uruguaianense de Automobilismo. Local: Kartódromo Internacional, no Aeroclube, BR-290. Horário: todo o domingo, mas a coisa esquenta na parte da tarde. Vale a pena conferir.

URUGUAIANA, 02 DE SETEMBRO DE 2009.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009



CEM:

Chegou finalmente a centésima vitória brasileira na F1. Muito aguardada. Ficamos atrás nas estatísticas apenas da Grã-Bretanha (206), que soma as vitórias dos pilotos da Inglaterra e Escócia e para a Alemanha (106), que soma as 91 de Michael Schumacher. Grupo seleto. E chegou num momento inusitado, quando não tínhamos mais do que um só representante no grid. Coisa que não ocorria há muito anos. E veio atrás de Rubens Barrichello. De onde menos se esperava...

PERFEITA:

Não era o melhor momento da Brawn GP. Por isto, relevante o feito de Barrichello, domingo. Cumpriu a risca e com louvor as determinações táticas e estratégicas da equipe. Mesmo que não tivesse ocorrido o erro no pitstop de Lewis Hamilton, a vitória não escaparia das mãos do brasileiro. Feita no velho estilo Brawn/Schumacher. Mas, o brasileiro cumpriu o seu papel exemplarmente.

PÉSSIMA:

Apesar da vitória do brasileiro, não podemos nos enganar em relação ao espetáculo de Valência. Foi péssimo. O lugar é espetacular. Na marina espanhola no mediterrâneo. Porém, isto não basta para uma boa corrida de F1. De fora a pista é belíssima, mas dentro é um verdadeiro túnel de concreto, cujos carros passam enfileirados, sem qualquer chance de ultrapassagens. E com risco, pois a velocidade é de médio-altas.

TEMPLO:

Se tiverem dois lugares especiais na F1, que não podem ficar fora do calendário, estes lugares são: Mônaco e Spa-Francorchamps, na Bélgica. Circuito de verdade. Um templo. Lugar belíssimo, dentro de uma floresta. Estradas que ligam as cidades de Spa e Francorchamps. Da Eau-Rouge, “S” em descida, seguida de subida, desafiador. Limita e diferencia os homens (pilotos) e os meninos (aprendizes). Tem a Blanchimont, curva mais veloz da F1. E tem as duas paradas: da La Source e da antiga Bus-Stop. São os freios na alta velocidade. Encontro fundamental, neste próximo domingo, para aqueles que apreciam a F1.

MÁQUINA:

Recebi na jornalista Alicia Klein, o seu livro: A MÁQUINA, Michael Schumacher, o melhor de todos os tempos. Editora Best Seller, já devorei. Indico.
URUGUAIANA, 27 DE AGOSTO DE 2009.

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ESPÍRITO ESPORTIVO – VICENTE MAJÓ DA MAIA

O ESCOLHIDO:

Se existe um dia na semana que vejo televisão, este é o domingo. Nos outros, não! Por óbvio, devido à vasta programação esportiva. O resto não me interessa.
O meu começou com a F1, nas ruas de Valência, com a 100ª vitória brasileira na categoria. E foi ele, o Barrichello, ora vejam!! De onde menos se espera...
Teve o tênis, em Cincinnati, com um massacre de Roger Federer, primeiro contra Andy Murray, na semi e depois contra Djokovic. Mas, o Rubinho...
Veio o vôlei feminino, que – pela oitava vez – ganhou a Liga. Não respeitaram as demais adversárias. Novo massacre. Igual ao que já havia acontecido com o time masculino. Mas, o Rubinho...
Pit Stop, para o almoço, um ravióli feito pela mãe. E ela disse que não gosta da cozinha... Mas, o Rubinho...
Vi, na tarde, a Nascar. Já estou viciado nela, há algum tempo. Provas longas, muitos acidentes, nenhuma possibilidade de saber quem vai vencer, antes da última curva. São 43 carros embolados, geralmente, em circuitos ovais. Emoção a flor da pele. A categoria está num momento decisivo em sua temporada, com a escolha dos 12 melhores que vão participar do play-off final. Quem busca a vaga, neste grupo, e venceu a prova foi o jovem, polêmico, Kyle Busch. Uma espécie de “ame-o ou deixo-o” da Nascar. Mas, o Rubinho...
E veio a F-Indy, Sonoma, um misto: - como guiam mal os pilotos da Indy! A disputa acabou ficando entre o escocês Dario Franchitti e o australiano Ryan Briscoe. E na briga do título são acompanhados pelo neozelandês Scott Dixon. Mas, o Rubinho...
Terminei o domingo, contrariando a minha regra e fora da área do esporte. Fui dar uma espiada na Miss Mundo, mas, afinal, quem não fez isto no domingo? Quem não fez, perdeu! A Venezuela é bicampeã e eu passo a desconfiar que a água de lá esteja melhor do que a água do nosso chimarrão gaúcho. Mas, o Rubinho...
Todos que me conhecem sabem muito bem, que não torço pelo Barrichello. Não engoli aquele GP Áustria, em 2004. Já ocupou os melhores lugares, nunca foi campeão. Fico triste com suas declarações, com a submissão e com aquela “sambadinha” ridícula.
Mas, entre as meninas do vôlei; as costumeiras vitórias de Federer; o Buschinho, na Nascar; as barbeiragens da Indy; o bi da Venezuela na Miss; o Barrichello só perdeu para o ravióli. Mas, isto é comum. Ele sempre perde para alguma coisa...

URUGUAIANA, 27 DE AGOSTO DE 2009.