sexta-feira, 12 de março de 2010

RETORNO:

Nunca demorei tanto para retornar do recesso da F1. Justamente, no ano prodígio em novidades. Fatos que mereceriam uma atenção especial de minha parte. Mas, a minha nova ocupação tem “roubado” integral dedicação. Assim, deixei de comentar tempestivamente a volta da Michael Schumacher, um grande fato da F1 para 2010. O retorno da Mercedes, não mais como fornecedora de motores, mas como equipe, adquirindo a Brawn GP. Na chegada da Cosworth, que pode – através da Williams – ser a surpresa do campeonato. Teremos a estréia de novas equipes e novos pilotos brasileiros, aonde chegamos ao número de quatro (Massa, Barrichello, Di Grassi e Bruno Senna).
E temos a regra nova, com o fim do abastecimento. Mudou a pontuação e mexeram nos números. Todas as novidades que passarei a comentar, aqui, no espaço já tradicional, que ouso chamar de BANDEIRADA, afinal, o momento sublime do automobilismo.

CHEGADA:

Nenhuma noticia causou tanto “alvoroço” na mídia mundial e na mídia ligada ao automobilismo do que a chegada de Michael Schumacher na F1 e na novíssima Mercedes. Chegada não, retorno! Vários foram os questionamentos, principalmente, pelo fato do alemão ter parado quase quatro anos. Por voltar numa F1 bem diferente de sua época. Opinião: não esperem que ele chegue dominando tudo e conquistando a pontuação como aquela que conquistou em 2004, na imbatível Ferrari. Mas, considerem como uma das potencialidades na conquistas de importantes vitórias e, dependendo das demais equipes, disputar o título até o final. Mas, por óbvio, se nada conseguir, não poderá abalar a sua fantástica carreira na F1.

SURPRESAS:

Não creio que 2010 as equipes apresentem surpresas nas provas iniciais, como foi a Brawn GP em 2009, que chegou ganhando seis das sete primeiras provas. Acho que haverá muito equilíbrio. Especula-se que a Ferrari está à frente das demais. A McLaren também treinou bem. O desenho da Red Bull é revolucionário e tem – ainda – a Mercedes e a Williams, esta com os novos motores Cosworth, que tiveram o privilégio de serem desenvolvidos até o dia 01/03/2010, quanto os demais estão congelados já a dois anos.


BRIGAS INTERNAS:

Outro ponto importante de debate é a briga interna das equipes Ferrari e McLaren. Por óbvio, a Ferrari será dividida em duas fatias: a fatia de Felipe Massa e a fatia de Fernando Alonso. Só o tempo dirá qual a fatia do bolo será maior. Da mesma forma, a McLaren. Com dois campeões mundiais dividindo o mesmo espaço: Hamilton e Button. Uma guerra interna. Vamos esperar para ver que se dá melhor.

URUGUAIANA, 10 DE MARÇO DE 2010.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009



FERVENDO:


Embora a F1 esteja em férias, as noticias continuam fervendo e, a toda hora, novas revelações, novas contratações e novas expectativas. A “bomba” da semana foi à entrada da Mercedes, adquirindo a Brawn. De quebra, Jenson Button deixou Ross Brawn e aliou-se a Ron Denis, indo para McLaren, equipe agora subsidiária da Mercedes. Button contrariou a lógica e explicou que não foi valorizado na Brawn, após a conquista do campeonato, principalmente, alegando que correu quase de graça em 2009, para o espólio da Honda. Questões financeiras, portanto.

FINANCEIRAS:

Por questões financeiras, também, Kimi Raikkonen ficará – provavelmente – fora da temporada de 2010. Acontece que ele tem uma multa contratual para receber da Ferrari, cujo valor é superior as ofertas recebidas pelos demais pretendentes (McLaren e Mercedes). Assim, é mais vantajoso para o finlandês ficar fora da temporada e receber a multa da Ferrari. Poderá mudar de idéia, somente se surgir uma proposta melhor.

LUGAR SONHADO:

Um dos lugares privilegiados e desejados para 2010 é a vaga da Mercedes. Nico Rosberg já está garantido, porém, não creio que seja o primeiro piloto da nova equipe. A Mercedes correu atrás de Raikkonen, fala-se em Robert Kubica, sonda-se Vettel (teria a multa com a Red Bull). Mas, o sonho seria Michael Schumacher. Certamente, a equipe tentará alguém top de linha para empurrar os seus motores. É o lugar dos sonhos dos pilotos e lugar que gera a maior expectativa.

APOSTAS:

As casas de apostas européias apresentam o favoritismo de Lewis Hamilton para o título de 2010. Seguem pela ordem de preferências dos apostadores: Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Jenson Button. O brasileiro Felipe Massa aparece em quinto.

NOSSO KART:

Deixo as minhas felicitações a dois uruguaianenses que conquistaram resultados expressivos na final do gaúcho de kart, realizada em Passo Fundo, no último domingo: na categoria Pro-400, Light, a vitória foi de Diego Rossi Kleinubing. Na categoria Speed, Clecio Bortolazzo foi o terceiro. Cumprimentos do Bandeirada. O “The Doctor Rossi” tem uma carreira fulminante. Em seis meses de kart é campeão gaúcho.

URUGUAIANA, 25 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ENTRESSAFRA:

Nesta época do ano, para a F1. São as férias das pistas, da equipe de trabalho. Porém, muita agitação nos bastidores, com a montagem das equipes. Neste ano, em especial, as novidades correm a uma velocidade maior do que os próprios carros. O troca-troca é constante, talvez, como nunca antes visto.
Além da entrada de várias novas equipes, mudanças entre motores e montadoras. Saíram: Toyota, BMW, como já tinha saído a Honda. Mas, saudou-se a chegada definitiva da Mercedes, que – nesta semana – comprou a Brawn.
Entre os pilotos, Glock conseguiu uma das vagas na novata Manor. A outra pode ser de Luca di Grassi, o brasileiro, que também espera pela Renault. Barrichello foi para a Williams, com o atual campeão da GP2, Nico Hulkeberg.
Mas, a mais bombástica noticia da entressafra é a contratação de Jenson Button pela McLaren. Os ingleses terão dois campeões e continuarão exibindo o número UM em seus carros. Por esta, ninguém esperava.

MERCEDES:

A Mercedes revive as “flechas-de-prata” adquirindo a Brawn. Terá Nico Rosberg e busca um piloto de ponta para o primeiro carro. Principalmente, depois de perder Button para a McLaren. Fala-se até na busca de Michael Schumacher, o que seria um investimento de muitos milhões de euros. Mais fácil, mais econômico e mais recomendável é trazer o finlandês Kimi Raikkonen.

MOTOR:

Como já mencionei, Barrichello vai para a Williams. Dependerá da força do motor (novíssimo) Cosworth. É bom lembrar que enquanto todos os motores estão “gelados” em seu desenvolvimento, a velha nova marca continua desenvolvendo o seu propulsor. Isto, pode constituir vantagem. As informações são que o motor é bom, durável, mas beberrão.

OS OUTROS:

Felipe Massa terá a incomoda concorrência de Fernando Alonso na Ferrari. Bruno Senna estará na Campos, mas ainda não anunciado o seu companheiro. Di Grassi pode ser da Manor ou da Renault. Até Nelson Ângelo Piquet poderá arrumar um lugar na Force Índia. Esperemos, então.

URUGUAIANA, 18 DE NOVEMBRO DE 2009.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009




OS TOPS DEZ:

Na semana passada apresentei a minha lista dos dez melhores da temporada da F1. Sempre a primeira lista publicada. Pois hoje, justifico a escolha:

1º) ROSS BRAWN: pela primeira vez, o lugar principal não ficou com um piloto. Porém, a escolha é plenamente justificada, já que Ross Brawn entrou na temporada com o espólio da Honda, equipe que nos últimos anos vinha de fiascos, ocupando as últimas posições. Criou o revolucionário difusor duplo, que acabou decidindo o campeonato para seu time e seu piloto. Acreditou em dois pilotos que, também, não vinham tendo destaques: Jenson Button e Rubens Barrichello. O carro fez ambos ocuparem as principais posições durante toda a temporada. Por Brawn ter feito o carro e feito seus pilotos vencedores, se tornou mais importante personagem da temporada.

2º) ADRIAN NEWEY: De igual forma, o “mago” da engenharia da F1, conseguiu fazer da Red Bull, com o fraco motor na Renault, uma equipe vencedora. Equilibrou um campeonato que parecia ser todo da Brawn.

3º) JENSON BUTTON: pelas seis vitórias e o título aproveitando-se de ter o melhor carro da primeira metade do campeonato.

4º) SEBASTIAN VETTEL: saiu atrás na disputa pelos erros cometidos no inicio da temporada. Inclusive, desperdiçou pontos importantes como no GP da Austrália (bateu com Kubica). Mas, na segunda metade abalou o domínio da Brawn. Conseguiu vitórias importantes.

5º) LEWIS HAMILTON: literalmente, carregou o McLaren nas costas. Por isto, merece o quinto lugar.

6º) RUBENS BARRICHELLO: de mérito as duas vitórias na temporada e 100ª do Brasil na categoria. Consolidou a fama de segundo piloto. Mesmo com o carro mais eficiente da temporada, não conseguiu chegar ao vice-campeonato.

7º) MARK WEBER: duas vitorias, suas primeiras na categoria. Em certo momento, chegou a assustar o prestigio de Vettel na Red Bull. Mas, depois, voltou a sua realidade.

8º) NICO ROSBERG: leão de treino. Foi o destaque das sextas-feiras em quase todos os GPS. Além disto, conseguiu conduzir bem a fraca Williams em vários GPS. De quebra, parece ter conseguido um time de primeira linha para 2010.

9º) KIMI RAIKKONEN: da mesma forma que Lewis Hamilton carregou a McLaren, Kimi carregou a Ferrari. Principalmente, depois do acidente de Felipe Massa. Provavelmente, não estará nas pistas em 2010. O que é lamentável, pois trata-se de um ex-campeão.

10º) SEBASTIAN BUEMI: confesso que fiquei entre o suíço e o alemão Timo Glock. Mas, acabei escolhendo Buemi, pois pilotou uma das carroças da F1. Ao que parece, tem talento para progredir.

Bom pessoal! Aceito criticas. E elogios, também, é claro! Pensem na lista de vocês e mandem seus comentários. (vmmaia@uol.com.br)


URUGUAIANA, 11 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



TEMORES:

Se o meu leitor verificar nos textos anteriores (www.blogbandeirada.blogspot.com) poderão verificar a minha insistência em mencionar que a Toyotta não estava garantida na F1 em 2010. Dito e feito! Os japoneses, alegando a crise, desistiram. Abandonaram a F1. Acertei na mosca, infelizmente! Acertei, mas lamento profundamente. É mais uma montadora que sai. Por enquanto, são três desistentes (Honda, BMW e Toyotta). Mais temores em relação ao futuro da própria F1. A Renault manifesta a vontade de seguir o mesmo caminho. A Bridgestone anunciou que em 2011, não mais fornecerá seus pneus. Sequer alguma fornecedora se dispôs a investir na F1. A situação é grave! Temerosa para o futuro da principal categoria do automobilismo mundial. Nunca vi situação igual.

DESCOMPROMETIMENTO:

A palavra chave da nova crise da F1 é o descomprometimento. As montadoras chegaram tomaram conta da categoria. Impuseram regras, acabaram com os velhos garagistas. Porém, nunca assumiram o compromisso com a categoria. Nos primeiros insucessos, desagrados ou crise, levando seu acampamento e vão “cantar” em outra freguesia.

FIM:

Domingo tivemos a última etapa do conturbado ano de 2009. Vitória e vice-campeonato para Sebastian Vettel. Sobrou o terceiro lugar para Rubens Barrichello. Corrida agora só em 14 de março de 2010. Com uma nova F1. Com novas equipes, novas regras, novos pilotos.


AS TRÊS:

As novas pistas de rua da F1 não aprovaram. Valência, Cingapura e Abu Dahbi (esta um misto de circuito e rua). As três corridas mais chatas da temporada. Simplesmente, horrível. Salva-se em tudo o belíssimo visual. Todos tentando imitar o charme e o glamour de Monte Carlo. Mas, não sei se para a F1 é interessante.

OS MELHORES:

Sempre a coluna BANDEIRADA é a primeira a fazer sua seleção dos melhores da temporada. Este ano, inovei. O melhor não foi piloto. A lista segue. A justificativa de cada um dos selecionados farei na próxima semana. Vocês fiquem a vontade para concordar, opinar e discordar. Via lá a lista:

1º) Ross Brawn; 2º) Andrian Newey; 3º) Jenson Button; 4º) Sebastian Vettel; 5º) Lewis Hamilton; 6º) Rubens Barrichello; 7°) Mark Weber; 8º) Nico Rosberg; 9º) Kimi Raikkonen; 10º) Sebastian Buemi.
URUGUAIANA, 04 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



RUA:

Mais uma prova em pista de rua. Agora, a última da temporada, ocorre em Abu Dhabi. Ao exemplo de Valência, uma tentativa de uma “nova” Monte Carlo. Ninguém conhece a pista, ainda. Tem duas grandes retas e trechos mistos. E o privilégio de ser a última corrida do calendário. As equipes chegam lá descomprometidas, já que os dois principais resultados são conhecidos: Jenson Button é o novo campeão, e a Brawn GP a vencedora entre os construtores. A prova vale para os pilotos que não renovaram contrato, mostrarem serviço. É a última chance de arrumar um lugar para 2010.

AS TROCAS:

Aumentam a cada dia as informações sobre as trocas de equipes e pilotos para 2010. Tem até campeão sem emprego: Kimi Raikkonen. Definida entre as grandes somente a Ferrari que vai de Fernando Alonso e Felipe Massa. A McLaren ainda tem dúvida de quem será o companheiro de Lewis Hamilton. A Brawn provavelmente terá o campeão Jenson Button e o apoio fortíssimo da Mercedes. Há muitas vagas disponíveis, principalmente, nas novas equipes que não definiram seus pilotos.

PACTOS:

Se existe um pacto pouco democrático, este é o da “concórdia” que domina na F1. Cada alteração ou decisão terá que ter unanimidade. Falo nisto, pois é incompreensível que não seja liberada a participação da Sauber, no espólio da BMW, em 2010. Tudo porque Frank Williams velou. O veto sozinho de uma equipe pode atrapalhar um bom projeto. Atitude pouco aceitável numa categoria que perdeu muito prestigia com seus escândalos, o abandono de montadoras e mudanças constantes de regulamento.

AMEAÇAS;

Enquanto a Williams veta a Sauber, a Renault dá mostras de que ficará somente fornecendo motores. Quer sair da F1. Sair como saíram: Honda e BWM. Como a Toyotta sairá...

URUGUAIANA, 28 DE OUTUBRO DE 2009.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

DOUTRINAÇÃO GLOBAL:

Muitas pessoas que conheço deixaram de acompanhar automobilismo, quando da morte do Ayrton Senna, em maio de 1994. Não estavam ali, portanto, por gostarem de corridas de carro. Mas, pelo sentimento de “patriotismo” criado e elevado pela força da grande mídia nacional.
Era uma época em que o futebol estava em baixa e o “automobilismo” - com os títulos e as vitórias de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna – passou a gerar um grande interesse financeiro para a “grande” mídia.
Deste trio de ouro do nosso automobilismo, quem melhor se adaptou as exigências globais foi justamente Ayrton Senna. Virou um ídolo, quase que intocável, até hoje; principalmente, perante aquelas pessoas que acompanhavam o automobilismo por ocasião de termos um brasileiro vencendo. Insisto: pessoas que nada sabiam e nada sabem sobre esporte a motor.
Após este período, veio o mais grave! A “grande mídia” que praticamente doutrinou o “torcedor” brasileiro, incutindo os efeitos de Ayrton Senna, para não perder a gorda fatia de seus patrocinadores, passou a buscar um substituto. Um novo ídolo. Um novo herói para o automobilismo global.
Nosso último título correu em 1991. De lá para cá, a busca de um novo herói é constante. O primeiro deles foi Rubens Barrichello. Depois Felipe Massa. Nenhum deles atingiu o objetivo esperado, muito embora, as tentativas quase que desesperadas da grande mídia de fazê-los campeões. Muitas vezes, criando teorias conspiratórias como forma de proteção aos nossos pilotos.
No último sábado, após a conquista da “pole position”, por Rubens Barrichello, mais uma vez, o país foi contaminado por uma propaganda e uma euforia de que somos os melhores do mundo no automobilismo.
No domingo, veio à cruel e verdadeira verdade... Não se forja ídolos.

URUGUAIANA, 21 DE OUTUBRO DE 2009.